Romeu Zema afirmou que manterá sua candidatura à Presidência da República até o fim, apesar da pressão interna no Novo e da estagnação nas pesquisas. O ex-governador tem 1% das intenções de voto no cenário nacional e enfrenta dificuldades para transferir seu desempenho em Minas Gerais ao sucessor, Mateus Simões (PSD).
Em entrevista ao portal Plox, Zema disse: “Irei até o último minuto. Tenho compromisso com o meu partido, meus apoiadores e comigo mesmo.” A declaração ocorreu depois que Ricardo Salles, candidato ao Senado pelo Novo, desistiu da disputa para apoiar Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).
Desempenho nas pesquisas
A pesquisa Datafolha divulgada no último dia 24 mostra Zema com 1% no cenário nacional. Na simulação anterior, ele tinha 2%; em meados de agosto, 3%.
Em Minas Gerais, porém, o candidato registra 10% na corrida presidencial. O percentual era de 5% no levantamento de 14 de setembro e de 10% em agosto.
Durante uma agenda na Feira Hippie, em Belo Horizonte, Zema afirmou que a disputa pode mudar nos últimos dias. “A campanha só acaba quando as urnas são abertas e apuradas”, disse. No mesmo compromisso, houve vaias e gritos de “Zema lixo”.
O ex-governador também atribuiu sua menor presença em Minas à agenda nacional. Ele negou divergências com Simões e afirmou que a ausência de aparições conjuntas se deve à dificuldade de conciliar compromissos.
Relação com Mateus Simões
Embora os dois tenham declarado apoio mútuo, Zema e Simões não fizeram agendas conjuntas no estado e pouco mencionaram um ao outro no horário eleitoral. No último dia 19, Zema esteve em Contagem, enquanto Simões participou de encontros em Nova União e Bom Jesus do Amparo. No dia seguinte, Zema visitou a Igrejinha da Pampulha e a Feira Hippie, em Belo Horizonte; Simões não divulgou agenda pública.
Em debate da Record Minas, no dia 21, Simões afirmou que seu palanque seria o único capaz de barrar a esquerda em Minas Gerais e declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno. A campanha disse que a posição não alterava o apoio a Zema no primeiro turno.
O PSD de Minas Gerais informou que não há orientação formal da sigla sobre apoio a uma candidatura específica. O partido lançou Ronaldo Caiado à Presidência e declarou que respeita a autonomia de suas lideranças regionais.
Disputa estadual
Simões aparece com 5% das intenções de voto na eleição para o governo de Minas Gerais, empatado com Flávio Roscoe (PL). Ele tem o maior tempo de tela no horário eleitoral, e sua gestão é aprovada por 41% dos mineiros.
O candidato está atrás de Alexandre Kalil (PDT), que aparece em terceiro lugar, depois de Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Patrus Ananias (PT). Zema foi eleito governador em 2018, no segundo turno, com 71,80% dos votos válidos, e reeleito em 2022, no primeiro turno, com 56,20%. Simões foi seu vice na segunda eleição.


