Aos 29 anos, Giovana Cordeiro vê a participação na Dança dos Famosos como uma oportunidade para explorar sua atuação no palco. Conhecida por trabalhos em Mar do Sertão, Fuzuê, Dona de Mim e Carnaval, a atriz afirma que a competição tem exigido disciplina, adaptação física e disposição para se expor diante do público.
No programa Domingão com Huck, Giovana conta que já tinha afinidade com apresentações e que gosta da combinação entre palco, plateia e performance. A rotina, porém, inclui dores musculares, fisioterapia diária e uma limitação nos joelhos. Ela diz ter os dois ligamentos rompidos, mas continua participando das apresentações.
“Gosto de esporte, essa relação de descobrir uma limitação e superá-la”, afirma a atriz. Para sustentar o desempenho, ela destaca a necessidade de manter uma rotina disciplinada.
Da dança à atuação
Giovana começou no balé ainda criança, em uma sala de dança localizada sob o prédio onde morava. A atividade foi interrompida depois que suas irmãs deixaram as aulas. Mais tarde, ela retomou a dança como parte de sua formação para a atuação, por entender que os fundamentos do movimento ajudavam a desenvolver sua presença em cena.
Claudia Raia é uma de suas referências. A atriz relata que passou a se interessar pela artista depois de ouvir de uma madrasta que poderia seguir um caminho semelhante, reunindo atuação, canto, dança e produção. Giovana também relaciona essa busca à necessidade de se afirmar profissionalmente, especialmente diante de situações em que mulheres são subestimadas.
Projetos ligados ao desejo feminino
Na televisão, Giovana participa da série Clube Hedonê, adaptação do livro A Mansão Hedonê, com estreia prevista na Globoplay. Segundo ela, a produção discute como corpos femininos e masculinos são mostrados no audiovisual e procura deslocar o ponto de vista tradicionalmente concentrado nos homens.
A atriz afirma que a equipe pesquisou enquadramento, plano e narrativa para pensar como o sexo pode ser representado e como as mulheres gostariam de ser retratadas. Ela também menciona a influência do universo BDSM nas pesquisas da série, especialmente a ideia de consentimento e de negociação entre as pessoas envolvidas.
“O que de mais lindo ficou para mim, que fiz questão de levar essa bandeira é o consentimento”, diz Giovana. Para ela, as práticas exigem conversa, acordo e atenção à anatomia para evitar machucados.
No teatro, a atriz participa da captação de recursos para Dona Flor e seus dois maridos, obra associada ao universo de Jorge Amado. Giovana destaca o conflito entre a vida conjugal de Dona Flor, a infidelidade de Vadinho e o desejo da personagem, que não encontrava espaço para ser expresso socialmente.
Ela também comenta a possibilidade de uma pessoa amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Embora diga nunca ter vivido essa situação, considera que diferentes formas de relacionamento podem ser felizes e que a compreensão do amor é construída por cada pessoa.
A entrevista integra o programa semanal da coluna GENTE, exibido às segundas-feiras em plataformas digitais e de televisão conectada.


