A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) negou ter participado da elaboração ou da divulgação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral. A manifestação ocorreu neste domingo (27/9), após o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, acusar a entidade, sem apresentar provas, de ajudar a disseminar uma informação sobre Nossa Senhora Aparecida.
Segundo a acusação, o conteúdo afirmava que Bolsonaro pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil para prejudicá-lo na disputa presidencial. A CNBB rejeitou a afirmação e disse não integrar estruturas político-partidárias, de partidos ou de candidaturas.
Na nota, a entidade afirmou que suas manifestações sobre as eleições decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos. Entre os princípios citados estão a dignidade humana, o bem comum, a democracia e a liberdade de consciência.
A CNBB também declarou que repudia a produção e o uso de informações falsas, sem considerar sua origem ou quem possa ser beneficiado ou prejudicado por elas. A instituição avaliou que atribuir a ela participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas, a atinge injustamente e não contribui para a serenidade e a responsabilidade esperadas no processo eleitoral.
“A mentira não se combate com outra mentira”, disse a CNBB. Ao final, a entidade reafirmou seu compromisso com a verdade, o diálogo e a paz.



