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Política

Voo em jato ligado a Vorcaro expõe relações de Flávio Bolsonaro

Senador viajou com a família e Willer Tomaz em aeronave compartilhada por empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Flávio Bolsonaro não vale uma palavra que diz ou cala
Foto: Reprodução/YouTube @flaviobolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro viajou em 19 de janeiro de 2025, da Flórida, nos Estados Unidos, para Brasília, em um jato executivo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. Ele estava acompanhado da mulher, a cirurgiã-dentista Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, das duas filhas do casal e do advogado e empresário Willer Tomaz.

Tomaz confirmou ser proprietário de uma das três cotas da aeronave, de prefixo PP-NLR. Outra cota pertencia à Prime You, empresa que tinha Vorcaro entre os sócios e também operava o avião por meio da Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços. A aquisição da participação ocorreu no fim de 2024.

O mesmo jato transportou o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes em agosto de 2025. A Prime You teve Vorcaro como sócio de 2021 até setembro de 2025. Um relatório da Polícia Federal registrou que cada participação de 33,33% valia 5,5 milhões de dólares em maio de 2025. Naquele período, a empresa negociava transferir sua participação para o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, mas o acordo não foi concluído.

Viagens e imóveis

Antes de retornar ao Brasil, Flávio esteve com Tomaz no Hard Rock Hotel & Casino, na Flórida, onde os dois passaram a noite de 18 para 19 de janeiro. Eles também viajaram juntos para a África do Sul em março de 2025.

A relação entre os dois ainda aparece em um imóvel usado por Flávio durante a campanha em São Paulo, em agosto. O apartamento havia sido comprado em fevereiro pela empresa de Tomaz de Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Vorcaro, com deságio de 2 milhões de reais.

Flávio não apresentou esclarecimentos sobre sua relação com Tomaz. Ele também negou, em 13 de maio de 2025, ter enviado a Vorcaro um áudio no qual pediria dinheiro para financiar um filme sobre o pai. O áudio se tornou público no dia seguinte. Flávio prometeu prestar contas em 30 dias, mas isso não ocorreu até o momento descrito.

O senador é investigado pelo STF por corrupção passiva e ativa, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Faltavam 10 dias para o primeiro turno quando essas relações voltaram a ser mencionadas no debate eleitoral.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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