Documentos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, cujo sigilo foi retirado pelo Supremo Tribunal Federal na semana passada, indicam que Flávio Bolsonaro era interlocutor direto de Daniel Vorcaro em negociações para investimentos no filme “Dark Horse”. A produção conta a história de Jair Bolsonaro, que está preso por liderar uma tentativa de golpe de Estado ao fim de seu governo.
O material também aponta que Eduardo Bolsonaro, outro filho do ex-presidente, atuava como gestor do dinheiro levantado para o longa-metragem. Eduardo vive nos Estados Unidos. Flávio, candidato à Presidência, não abordou essa relação em seu pronunciamento.
Críticas ao governo e ao STF
A manifestação ocorreu antes da sessão do Supremo Tribunal Federal marcada para esta terça-feira (15), quando o plenário analisará a relação de Alexandre de Moraes com Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Flávio associou o governo Lula ao ministro e afirmou que a atual administração teria ampliado o desequilíbrio entre as instituições ao governar ao lado de parte do STF. “Não é à toa que isso tudo tá acontecendo”, declarou.
O senador também criticou Lula na área de segurança pública. Ele disse que, em seu governo, o PCC, o Comando Vermelho e as milícias seriam declarados organizações narcoterroristas. “Nós vamos devolver a primeira de todas as soberanias: a soberania da segurança pública”, afirmou.
A sessão ocorre durante o desgaste da imagem de Moraes, que se tornou alvo do bolsonarismo por sua atuação no inquérito das fake news e em outras investigações envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.


