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Política

Flávio Bolsonaro assume campanha enquanto pai cumpre um ano de condenação

Um ano após a sentença, Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar e com atuação eleitoral limitada por regras impostas por Alexandre de Moraes.

Flávio Bolsonaro assume campanha enquanto pai cumpre um ano de condenação
Foto: Folhapress

Na terça-feira (8), Alexandre de Moraes autorizou a entrada de Renato Bolsonaro, irmão de Jair Bolsonaro e candidato a deputado federal, além do pai, da madrasta e de duas irmãs de Michelle Bolsonaro. A decisão ampliou a lista de visitantes permitidos na casa onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde março.

A medida ocorre depois de Bolsonaro ser proibido de se encontrar com o filho Flávio, há dois meses, como punição por violar regras da prisão domiciliar. Desde então, informações sobre a campanha eleitoral são trocadas por meio de advogados que continuam autorizados a entrar na residência.

A condenação por tentativa de golpe de Estado completa um ano nesta sexta-feira (11). Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e três meses de prisão. Segundo pessoas próximas, ele ainda afirma se sentir injustiçado, mas reclama pouco no cotidiano e demonstra otimismo com a campanha de Flávio e com as candidaturas ao Senado escolhidas por ele, entre elas a de Michelle.

As restrições determinadas por Moraes reduziram a influência direta do ex-presidente sobre a disputa presidencial. Flávio se apresenta como candidato à Presidência da República e promete, se eleito, anistiar os condenados pelos ataques de 8 de Janeiro. Também afirma que pretende subir a rampa do Palácio do Planalto na data da posse ao lado do pai e usá-lo como “bússola” do governo.

O aniversário da condenação ocorre em meio a questionamentos sobre a credibilidade de Moraes por causa de sua relação com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master. A menos de um mês das eleições, bolsonaristas tentam atribuir a Lula o desgaste enfrentado pelo ministro, embora Flávio também tenha vínculos com Vorcaro.

Para o cientista político Leonardo Barreto, o julgamento não desfez a divisão política existente em 2022 nem produziu consenso sobre a tentativa de golpe para manter Bolsonaro no poder. “Uma parte importante da sociedade não foi convencida”, afirmou. Barreto também disse que o julgador está desmoralizado pela relação com Vorcaro.

Em maio, a defesa do ex-presidente pediu ao Supremo a anulação da condenação. O processo é relatado por Kassio Nunes Marques, que não participou do julgamento. Em junho, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a rejeição do pedido e afirmou que a decisão se baseou em “vigoroso conjunto probatório”. A análise ainda não tem data e é considerada improvável até por aliados de Bolsonaro.

Também foram condenados quatro generais quatro estrelas, Anderson Torres, Mauro Cid e Alexandre Ramagem. Cid está solto após assinar acordo de delação premiada, enquanto Ramagem está foragido nos Estados Unidos. Augusto Heleno cumpre pena em casa após ser diagnosticado com Alzheimer. Walter Braga Netto, Paulo Sérgio de Oliveira e Almir Garnier estão em unidades militares desde o fim de novembro. Torres está preso na Papudinha, ao lado de Silvinei Vasques e de cinco ex-coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal. As penas dos demais condenados variam de 19 a 26 anos de prisão.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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