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Política

Partido da Esquerda vence eleição em Berlim e ameaça prefeitura da CDU

Sigla alcançou 25,3% dos votos, enquanto a candidata Elif Eralp defendeu nacionalizar associações privadas de habitação.

Partido da Esquerda vence eleição em Berlim e ameaça prefeitura da CDU
Foto: WikiMedia Commons

O Partido da Esquerda venceu as eleições estaduais de Berlim realizadas neste domingo (20) e deve retirar a prefeitura da cidade dos democratas-cristãos da CDU, ligada ao chanceler Friedrich Merz. Com a apuração ainda em andamento, a sigla registrava 25,3% dos votos, à frente da CDU, com 19%, e da Alternativa para a Alemanha (AfD), com 16%. O Partido Social-Democrata (SPD) obteve 12,1%.

A principal candidata do Partido da Esquerda, Elif Eralp, associou sua campanha ao custo dos aluguéis na capital alemã. Ela prometeu avançar na nacionalização de associações privadas de habitação, que representam uma parcela significativa das moradias da cidade, e afirmou que pretende “expulsar a especulação de Berlim”.

O desempenho quase dobrou a votação anterior da legenda e pode levar Eralp a se tornar a primeira prefeita de Berlim pelo partido, originado do antigo partido comunista da Alemanha Oriental após a reunificação do país, há 36 anos. “A partir de hoje, vamos mudar Berlim juntos”, disse a candidata a integrantes da sigla durante uma comemoração na cidade.

A proposta de nacionalização prevê transferir cerca de 220 mil unidades habitacionais para a propriedade estatal. Em 2021, um referendo sobre o tema recebeu apoio de 58% dos eleitores. Ainda não está definido se a medida será adotada. O secretário-geral do SPD, Tim Kluessendorf, estimou o custo em cerca de 20 bilhões de euros, enquanto uma pesquisa da Infratest Dimap indicou que 37% dos entrevistados apoiavam a proposta.

AfD avança no leste alemão

A votação em Berlim ocorreu no mesmo dia em que a AfD ficou em primeiro lugar nas eleições de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. O resultado veio após o avanço obtido pelo partido em 6 de setembro, na Saxônia-Anhalt, e representou também o melhor desempenho da sigla em Berlim.

O Partido da Esquerda se beneficiou da rejeição aos partidos tradicionais de centro-esquerda e centro-direita. O estado da economia alemã, a incerteza sobre o futuro e os gastos com aluguel estiveram entre os temas que influenciaram a disputa.

O SPD e o Partido Verde indicaram disposição para formar uma coalizão com o Partido da Esquerda. O líder dos Verdes, Felix Banaszak, porém, cobrou uma resposta às acusações de antissemitismo contra setores da legenda em Berlim. O Partido da Esquerda rejeita a existência de antissemitismo sistemático e diz ser contrário à hostilidade direcionada a grupos, incluindo antissemitismo, racismo e sexismo.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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