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Cultura

Como Walcyr Carrasco usa fantasmas e reencarnações em suas novelas

Em diferentes histórias, personagens mortos continuam ligados aos vivos para sustentar romances, mistérios e disputas por heranças.

A morte não encerra necessariamente a trajetória dos personagens nas novelas de Walcyr Carrasco. Ao longo de diferentes histórias, o autor recorreu a fantasmas, reencarnações e mortos que permanecem ligados aos vivos para conduzir romances, mistérios e conflitos.

Em Quem Ama Cuida, Francesca, interpretada por Nathalia Dill, aparece apenas para Otoniel, vivido por Tony Ramos, nas proximidades de um cemitério. A presença alimentou hipóteses sobre uma alucinação, um amor do passado ou uma aparição sobrenatural. A trama confirmou que Francesca é um fantasma.

A solução repete um recurso já usado por Carrasco em outras novelas. Em Chocolate com Pimenta, de 2003, Ludovico, personagem de Ary Fontoura, continua influenciando a trajetória de Ana Francisca, interpretada por Mariana Ximenes, mesmo depois de morrer. Em Alma Gêmea, de 2005, a reencarnação de Luna em Serena, vividas por Priscila Fantin, dá início à história. Já em Amor à Vida, de 2013, Nicole, interpretada por Marina Ruy Barbosa, retorna como espírito após morrer durante o próprio casamento.

Funções diferentes para o sobrenatural

O recurso não tem a mesma função em todas as tramas. Em Alma Gêmea, a reencarnação sustenta o romance central. Em Amor à Vida, o espírito de Nicole interfere na disputa por sua herança. Em Quem Ama Cuida, Francesca atua como testemunha de acontecimentos passados e contribui para que informações desconhecidas pelos personagens vivos sejam reveladas.

O próprio autor já comentou seu interesse pelo tema. Em uma coluna publicada na VEJA em junho de 2025, escreveu: “Não acredito em fantasmas. Mas morro de medo deles”. Depois, afirmou: “Eu acredito em fantasmas”.

Nas novelas de Carrasco, portanto, o sobrenatural não aparece apenas para provocar medo. A morte pode alterar o papel de alguém na narrativa, transformando o fim da vida em uma passagem para novas funções dentro da história.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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