NOVA YORK — A CNN levará seu serviço pago de streaming ao Reino Unido e ao Canadá em 20 de outubro, na primeira expansão internacional da plataforma. A empresa pretende oferecer o produto em outros países no próximo ano.
A assinatura custará 4,99 libras (R$ 33) por mês no Reino Unido e 7,99 dólares canadense (R$ 28) no Canadá. O pacote inclui transmissão ao vivo de notícias, vídeos sob demanda e acesso ilimitado ao conteúdo jornalístico publicado no site da emissora, em uma operação separada do canal tradicional de televisão.
Meta de receita
O presidente da CNN, Mark Thompson, trabalha para formar um negócio de assinaturas digitais capaz de gerar mais de US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) por ano até 2030. A estratégia busca compensar a queda do negócio tradicional de televisão a cabo.
A CNN não informou quantos assinantes possui nos Estados Unidos, onde o serviço foi lançado há um ano. Thompson afirmou que a plataforma está acima das projeções internas: “Estamos ultrapassando algumas metas ambiciosas.”
As projeções financeiras divulgadas em um documento regulatório em janeiro indicam que a CNN deve registrar receita de US$ 1,8 bilhão (R$ 9 bilhões) e lucro operacional ajustado de US$ 600 milhões (R$ 3 bilhões) neste ano.
Mudança de controle
A expansão ocorre duas semanas depois de a Skydance, empresa controlada por David Ellison, concluir a aquisição de US$ 111 bilhões (R$ 557,2 bilhões) da Warner Bros. O negócio colocou sob o comando de Ellison a CNN, a CBS, a HBO e a Paramount. Mark Thompson foi mantido na presidência da rede.
A Skydance, grupo de mídia de Ellison, promete reduzir US$ 6 bilhões (R$ 30 bilhões) em custos após a aquisição. A Warner Bros havia se comprometido a investir mais de US$ 70 milhões (R$ 350 milhões), ao longo de vários anos, no plano de Thompson para reestruturar a empresa.
Thompson considera integrar a programação da CNN a serviços de streaming da Skydance, como Paramount+ e HBO Max, sem abandonar uma assinatura independente voltada ao público interessado principalmente em notícias. “Não sou de forma alguma contra a ideia de fazer parte de um serviço de streaming como Paramount+ ou HBO Max”, disse.
Relação com o governo
A troca de controle ocorre em meio a tensões com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O Departamento de Justiça afirmou, no fim de semana, que investigava a CNN e outras emissoras para verificar possível violação da legislação antitruste após a suspensão da cobertura compartilhada de eventos com Trump.
As emissoras haviam interrompido temporariamente esse tipo de cobertura depois que o presidente proibiu a entrada da CNN e de outros veículos na Casa Branca no mês passado. Para Thompson, a disputa envolve o acesso da imprensa ao presidente e o direito do público de acompanhar perguntas e cobranças dirigidas à liderança política dos Estados Unidos.


