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Internacional

Hasan pode ser primeira execução militar dos EUA desde 1961

Donald Trump confirmou a sentença de morte do major condenado pelo ataque em Fort Hood, no Texas, em 2009.

Hasan pode ser primeira execução militar dos EUA desde 1961
Foto: Reuters

O soldado John A. Bennett foi o último integrante das Forças Armadas dos Estados Unidos executado por ordem militar. Ele morreu em 13 de abril de 1961, após ser condenado por estuprar e tentar matar uma menina de 11 anos quando estava servindo na Áustria.

A confirmação feita pelo presidente Donald Trump para a execução do major Nidal Malik Hasan pode encerrar esse intervalo. Hasan, 56, deverá ser morto por um pelotão de fuzilamento, mas ainda não há data, horário ou local definidos. A decisão caberá ao secretário do Exército, conforme informou Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, na segunda-feira (5).

Hasan está no corredor da morte militar em Fort Leavenworth, no Kansas. Se a sentença for cumprida, será a primeira execução pelo sistema de Justiça militar desde 1961. Também poderá ser a primeira execução pelo governo federal desde a morte de 13 detentos nos últimos dias do primeiro mandato de Trump.

Condenação pelo ataque em Fort Hood

Em 5 de novembro de 2009, Hasan, psiquiatra do Exército lotado em Fort Hood, no Texas, levou uma arma pessoal para a base e abriu fogo. O ataque matou 13 pessoas e feriu outras 32, sendo o mais letal já registrado em uma base militar dos Estados Unidos.

Baleado durante o episódio e paralisado da cintura para baixo, Hasan confessou os assassinatos no julgamento por corte marcial. Em 2013, foi condenado por 45 acusações de homicídio premeditado e tentativa de homicídio premeditado.

Ele afirmou que realizou o ataque para travar uma jihad contra o que classificava como guerras ilegais e imorais no Afeganistão e no Iraque. A Parnell, Hasan disse que gostaria de ter morrido durante o atentado para se tornar um mártir e declarou que, mesmo se fosse executado, “ainda seria um mártir”.

A execução pode ser contestada. Em 2008, George W. Bush autorizou a morte do soldado Ronald A. Gray, mas um juiz suspendeu a ordem para que ele tivesse mais tempo de apresentar um recurso federal. Até 2026, Gray continua no corredor da morte militar.

Há quatro detentos aguardando execução nesse sistema. Diferentemente das execuções estaduais, militares condenados à morte dependem da confirmação pessoal da sentença pelo presidente. No fim de 2024, Joe Biden comutou as penas de quase todos os presos do corredor da morte federal civil.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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