A investigação sobre o incidente envolvendo o voo FZ1073, da Flydubai, passou a considerar que o copiloto usou um machado de emergência para atacar o comandante e tentar tomar o controle da aeronave. A confirmação foi feita pelos Emirados Árabes Unidos neste sábado (3). O avião seguia para Israel.
O procurador-geral dos Emirados, Hamas Saif Shamsi, classificou o caso como uma tentativa de "ataque terrorista". As autoridades investigam os motivos do suspeito, mas ainda não confirmaram sua identidade. Funcionários com conhecimento direto do caso o identificaram como Hammam al-Hammami, cidadão de Omã. O país não comentou a informação.
O episódio aconteceu na quarta-feira (30). O comandante Smit Machchhar, de nacionalidade indiana, conseguiu abrir a porta da cabine depois de lutar com o copiloto, embora estivesse ferido. Passageiros e integrantes da tripulação dominaram o agressor.
Um piloto reserva da companhia, que estava entre os ocupantes, assumiu os comandos. O pouso ocorreu em Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita, onde o copiloto foi detido. Na quinta-feira, ele acabou transferido para Abu Dhabi. Dados do Flightradar24 indicam que a aeronave perdeu cerca de 16.625 pés de altitude em pouco mais de 30 segundos sobre território saudita.
Apurações sobre o suspeito
Binyamin Netanyahu, premiê de Israel, afirmou na quinta-feira (1º) que o copiloto havia passado por uma radicalização islâmica e era "claramente suicida". Ele também disse que pilotos de países como Omã não tinham autorização para operar voos para Israel, que não mantém relações diplomáticas oficiais com o país.
Informações atribuídas a pessoas familiarizadas com o caso indicam que o copiloto já havia sido impedido de pilotar em Omã após uma possível radicalização ideológica. Mesmo assim, foi contratado pela Flydubai, companhia pertencente ao governo de Dubai, e passou a operar, entre outras rotas, a ligação entre os Emirados e Israel.
A maioria dos passageiros era israelense. Autoridades de Israel devem interrogar o copiloto nos Emirados, enquanto investigadores do país participarão da apuração conduzida pelas autoridades emiradenses. A Flydubai informou que não faria novos comentários.


