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Internacional

Após a libertação, irmãos Berman retomam estudos, relações e rotina em Israel

Gali e Ziv Berman passaram dois anos em cativeiro e agora tentam reorganizar a vida enquanto lidam com as lembranças do 7 de Outubro.

Após a libertação, irmãos Berman retomam estudos, relações e rotina em Israel
Foto: Reuters

Gali e Ziv Berman voltaram a estudar, viajar e se aproximar da família depois de serem libertados de Gaza. Um ano após o retorno a Israel, os irmãos gêmeos tentam reconstruir a rotina interrompida pelo cativeiro, embora ainda convivam com as lembranças do ataque de 7 de outubro de 2023.

Gali cursa direito, governança e diplomacia. Ziv está em um novo relacionamento. Os dois também passaram a assistir a partidas e jogar futebol, uma forma de recuperar hábitos deixados de lado. No dia da libertação, pediram ao piloto do helicóptero que sobrevoasse o estádio Bloomfield, onde joga o Maccabi Tel Aviv, clube que acompanham.

No mês passado, os irmãos comemoraram o aniversário de 29 anos em uma casa noturna de Tel Aviv. Centenas de parentes e amigos, entre eles alguns reféns libertados, participaram da festa. Eles também viajaram para a Tailândia e fizeram outras viagens curtas ao exterior.

O retorno à família

Gali e Ziv foram capturados em Kfar Aza, o kibutz onde moravam, quando tinham 26 anos. Eles foram levados para Gaza em 7 de outubro de 2023 e permaneceram em cativeiro por dois anos. Durante esse período, foram separados, espancados, privados de comida e mantidos principalmente em túneis.

A libertação ocorreu em 13 de outubro de 2025. Na saída de Gaza, os irmãos não sabiam se os familiares tinham sobrevivido nem o que havia acontecido com o kibutz. Eles descobriram que mais de 60 dos cerca de mil moradores de Kfar Aza haviam sido mortos e que aproximadamente 19 tinham sido sequestrados.

Os dois encontraram a mãe, Talia, em uma base militar perto da fronteira com Gaza e souberam que os parentes mais próximos estavam vivos. Os pais haviam se mudado para Beit Guvrin, um kibutz mais distante de Gaza. Na primeira semana de liberdade, os irmãos ficaram em um hospital, mas saíram para visitar o pai, que tem Parkinson avançado e demência.

Pouco depois, reencontraram Emily Damari, amiga e vizinha de Kfar Aza que também havia sido sequestrada. Ela foi libertada meses antes, fez campanha pela libertação dos irmãos e se casou com Danielle Amit, influenciadora israelense de gastronomia. Em agosto, Gali e Ziv participaram da festa de casamento.

A separação durante o cativeiro

No primeiro dia em Gaza, Gali foi levado para um local diferente. Ziv e Damari permaneceram juntos até o 40º dia, quando foram levados para túneis e os sequestradores separaram homens e mulheres.

Os irmãos se reencontraram seis meses depois do início do cativeiro, nas ruínas de uma casa bombardeada. Os captores os filmaram enquanto eles se abraçavam para um vídeo de propaganda que nunca foi divulgado. Depois, passaram duas noites juntos. Houve ainda outros dois encontros, um deles em um túnel com outros reféns e outro perto da costa de Gaza.

Cada um perdeu cerca de 20 kg durante o período em Gaza. Ziv precisou de tratamento dentário e afirmou que ficou cerca de um ano sem escovar os dentes.

As marcas do 7 de Outubro

Na manhã de 7 de outubro de 2023, o Hamas liderou uma ofensiva da Faixa de Gaza contra o sul de Israel. Segundo autoridades israelenses, cerca de 1.200 pessoas foram mortas e aproximadamente 250 foram levadas para Gaza como reféns. A ofensiva desencadeou uma guerra no território palestino, onde dezenas de milhares de pessoas morreram na contraofensiva israelense.

Gali e Ziv disseram ter crescido sob alertas que davam no máximo 15 segundos para chegar aos abrigos. Em Kfar Aza, trabalhavam como técnicos em uma empresa de produção de som e iluminação sediada no kibutz.

Durante o ataque, Gali correu para a casa de Damari. Homens armados mataram a cadela dela, Choocha, e atiraram na jovem. Ziv se refugiou em um cômodo protegido, mas a casa foi incendiada e ficou tomada pela fumaça. Os irmãos e Damari acabaram obrigados a entrar em um carro e foram levados para Gaza.

Em um café de Tel Aviv, no início deste ano, os irmãos disseram que a liberdade não parecia completa porque o corpo do sargento-mor Ran Gvili ainda estava em Gaza. Gvili, integrante de uma unidade de elite de contraterrorismo da polícia, havia sido gravemente ferido ao correr para o combate no 7 de Outubro. Menos de duas semanas depois, Israel recuperou seus restos mortais.

Gali e Ziv também viajaram aos Estados Unidos, onde encontraram o presidente Donald Trump e conversaram com comunidades judaicas americanas. Eles afirmaram que pretendiam contar ao mundo o que havia acontecido.

A tentativa de retomar a vida convive com as lembranças do cativeiro e do ataque. Gali disse: “Mas estamos vivos. Não damos nada como garantido.”

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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