O comandante Smit Machchhar, ferido durante um ataque do copiloto, conseguiu abrir a porta da cabine de comando do voo 1.073 da Flydubai e permitiu que passageiros interviessem. A aeronave, com 182 pessoas a bordo, pousou em segurança em Tabuk, na Arábia Saudita, às 9h45, no horário de Dubai.
Tali Manes estava diante do banheiro, próximo à cabine, esperando a filha Nina, quando ouviu pancadas e gritos. Ela chamou um piloto reserva, que abriu a porta destrancada. Do lado de dentro, os dois encontraram Machchhar caído e o copiloto atacando-o com uma faca.
Manes gritou para alertar os demais passageiros. Yaniv Hayoun correu até a cabine, segurou o agressor pelo pescoço e pediu ajuda. Tzvika Manes, marido de Tali, Asaf Rajuan e Shota Musaev também avançaram. O grupo conseguiu conter o copiloto e o levou para a área de serviço.
Atendimento ao comandante
Musaev colocou uma máscara de oxigênio no rosto do comandante e pressionou os ferimentos com uma camisa. O piloto havia perdido muito sangue, e o dentista pediu que a aeronave pousasse o mais rápido possível.
Hayoun permaneceu na cabine com o piloto reserva. Por alguns segundos, segurou os controles até que o outro profissional assumisse o comando. Um segundo piloto reserva entrou na cabine depois de convencer os passageiros que guardavam a porta a deixá-lo passar.
O avião havia partido de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com destino a Tel Aviv. Durante o episódio, a aeronave mergulhou e fez movimentos bruscos. Parte do leme aparentemente se desprendeu durante o voo.
Depois que o copiloto foi dominado, os passageiros ainda temeram que ele tivesse cúmplices e passaram a manter distância entre as pessoas dentro da cabine. Asaf Rajuan disse que todos entenderam o que precisava ser feito e agiram sem pânico.
Em depoimento ao primeiro-ministro Narendra Modi, Machchhar afirmou que estava gravemente ferido, mas alcançou a porta porque sabia que precisava agir. O comandante disse que fazia isso para se salvar e também para não deixar todos morrerem.


