O papa Leão 14 informou neste domingo (11) que será submetido, durante a semana, a uma cirurgia para retirar um nódulo encontrado em seu pulmão. A intervenção está prevista para o hospital Agostino Gemelli, em Roma, e a Santa Sé estima uma internação pós-operatória de uma semana.
Nódulos são pequenas massas anormais de até 3 cm. A presença desse tipo de alteração não significa, necessariamente, um diagnóstico de câncer. No caso do pontífice, não foram divulgados outros detalhes além da localização pulmonar.
Em declaração feita ao fim do Angelus, no Palácio Apostólico, Leão 14 afirmou: “durante alguns exames, os médicos encontraram um nódulo circunscrito no pulmão, identificado em uma fase muito inicial e bem localizado”. Ele disse que decidiu seguir a recomendação médica e realizar a operação para removê-lo.
Acompanhamento e cirurgia
Nódulos pulmonares são achados frequentes. A Cleveland Clinic informa que eles aparecem em aproximadamente 1 em 500 radiografias e em 80% a 90% das tomografias. O Manual MSD afirma que muitas vezes essas alterações são identificadas por acaso durante exames de imagem.
A maioria dos nódulos pulmonares não é cancerígena, segundo a American Cancer Society. Entre as possíveis relações estão infecções, cicatrização e outras condições benignas.
A cirurgia não é indicada em todos os casos. Conforme o Manual MSD, quando a possibilidade de câncer é muito baixa, o nódulo tem menos de 1 cm ou o paciente não está apto para uma operação, os médicos podem optar pelo acompanhamento com exames. Quando a probabilidade de câncer é maior, a retirada pode ser recomendada.
O hospital Agostino Gemelli mantém um apartamento no décimo andar preparado para receber papas. Até o momento, outras agendas de Leão 14 não foram alteradas. A viagem prevista de 6 a 17 de novembro para Uruguai, Argentina e Peru continua registrada na agenda do pontífice, que também mencionou o compromisso durante o Angelus ao agradecer pelas orações pela visita ao Peru.

