SÃO PAULO — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou Jay Clayton, chefe da inteligência nacional, para comandar uma força-tarefa da Casa Branca dedicada à inteligência artificial. O grupo deverá coordenar ações do governo e avaliar os riscos e as oportunidades associados à tecnologia.
Batizada de Força de Superinteligência, a área terá 120 dias para apresentar um relatório. A equipe também examinará os mecanismos atuais de notificação de violações, invasões cibernéticas e outros incidentes relacionados à IA, além de recomendar medidas para ampliar a capacidade de resposta federal com base nas autoridades existentes.
Em uma publicação na Truth Social, Trump afirmou que a iniciativa pretende manter os Estados Unidos na liderança mundial em superinteligência e proteger os interesses dos americanos. Clayton disse que o grupo foi criado para assegurar a liderança do país em IA avançada e declarou que “o risco de não chegar primeiro é alto”.
Segurança e regulamentação
A segurança da inteligência artificial ganhou importância nas últimas semanas após pesquisadores alertarem para a possibilidade de a tecnologia causar mortes humanas dentro de uma década. Parlamentares democratas e republicanos manifestaram preocupação e defenderam novas medidas.
Trump tem adotado uma posição menos intervencionista sobre a regulamentação da IA. Ele argumenta que uma supervisão excessiva pode reduzir a competitividade dos Estados Unidos em relação à China. Na terça-feira (29), o presidente afirmou que não pretende trabalhar com o líder chinês, Xi Jinping, na criação de regras para a tecnologia.
A indicação de Clayton é a segunda vez que Trump escolhe um assessor para supervisionar decisões sobre IA em todo o governo. No início do segundo mandato presidencial, o investidor David Sacks ocupou o posto de czar da IA.


