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Política

Aos 106 anos, Carmelina vota em São Paulo e aconselha escolha de candidatos

Moradora do Jaguaré, eleitora foi acompanhada da neta e teve prioridade por causa da idade durante a votação.

Aos 106 anos, Carmelina vota em São Paulo e aconselha escolha de candidatos
Foto: Arquivo Pessoal

Aos 106 anos, Carmelina Alves Nogueira foi votar nas eleições deste domingo (4), acompanhada da neta, em um colégio eleitoral do Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, onde mora. Ela chegou pela manhã e fez questão de participar da votação.

Para Carmelina, votar tem um objetivo direto: “eu gosto [de votar] porque quero que meu candidato ganhe.” Ao falar sobre o que espera de quem ocupa cargos públicos, defendeu honestidade e responsabilidade na administração. “Escolham bem seus candidatos”, aconselhou.

A neta Eliane Nokata contou que a votação ocorreu sem dificuldades e que Carmelina teve prioridade por causa da idade. Como o título de eleitor é antigo, a família precisou confirmar o número da seção antes de entrar. As pessoas que estavam na frente cederam lugar, e a eleitora votou rapidamente.

Uma vida ligada às mudanças do país

Carmelina nasceu antes da criação do primeiro Código Eleitoral, instituído em 1932. Ao longo da vida, acompanhou transformações no sistema de votação brasileiro, mudanças políticas e diferentes gerações de eleitores.

Ela se casou aos 16 anos e dedicou grande parte da vida à família. Quando morava no interior paulista, o marido recebeu uma proposta de trabalho na antiga Estrada de Ferro Sorocabana. Por volta dos 30 anos, Carmelina deixou a região de Tatuí e passou a viver na capital paulista.

A eleitora teve 11 filhos, dos quais quatro estão vivos, e a família já alcança cinco gerações. Sua mobilidade permanece preservada. A bengala que familiares costumam recomendar como apoio, segundo a família, é levada por Carmelina para “passear”.

A família também mantém a celebração anual de seu aniversário. Depois da festa, ela costuma se despedir dos parentes dizendo até o ano que vem, segundo Eliane.

Eleitores centenários

O Brasil tem 298.239 eleitores com 100 anos ou mais, grupo que representa 0,19% do eleitorado total. O país soma 158.745.463 pessoas aptas a votar, das quais 22.203.912 estão na faixa em que o voto é facultativo, caso dos centenários.

O Rio de Janeiro concentra 105.262 eleitores com mais de 100 anos, o equivalente a 35% desse público. São Paulo aparece na sequência, com 79.874 eleitores centenários, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 21.022.

Mayana Zatz, professora titular de genética do Centro do Genoma da USP, afirma que, até maio do ano passado, três das pessoas mais longevas do mundo eram brasileiras. O grupo de pesquisa já coletou amostras de 240 pessoas, incluindo 20 supercentenários, com mais de 110 anos.

Segundo Zatz, muitos centenários permanecem lúcidos depois dos 100 anos. A equipe pesquisa o funcionamento do cérebro dessas pessoas e também avalia a relação entre exercício físico, atividade cerebral e formação de novos neurônios. O projeto continua recrutando centenários, e famílias interessadas podem escrever para [email protected].

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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