Lula (PT) chega ao fim da campanha do primeiro turno em empate técnico com Flávio Bolsonaro (PL), mas sem ampliar de forma significativa seu eleitorado. O senador, por outro lado, aparece em trajetória de crescimento nas últimas pesquisas do Datafolha, especialmente entre homens, evangélicos, eleitores do Sudeste e pessoas de renda média.
Entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos, Lula mantém vantagem de 50% a 32% sobre Flávio. O resultado, porém, está sete pontos abaixo do registrado pelo petista nesse grupo na última pesquisa do Datafolha em 2022. Entre os jovens de 16 a 24 anos, o presidente também está abaixo do desempenho obtido na eleição anterior.
Lula recuperou apoio no Nordeste e se aproximou do patamar alcançado em 2022. Nos estados do Sudeste, entretanto, aparece seis pontos abaixo do resultado da campanha passada.
Crescimento de Flávio
Nas últimas três pesquisas do primeiro turno, Flávio passou de 39% para 44% entre os homens. No Sudeste, avançou de 37% para 42%. Entre os eleitores de renda média, subiu de 40% para 47%.
O maior crescimento ocorreu entre os evangélicos: de 47% para 55%. As pesquisas também registraram aumento do apoio entre os eleitores que se declaram bolsonaristas, de 80% para 86%.
Em dez dias, a proporção de apoiadores que sabem o número de Flávio passou de 79% para 91%. O dado é usado como indicador de comprometimento do eleitor.
Indecisão mantém disputa aberta
Apesar do empate técnico, ainda há uma parcela relevante de eleitores indecisos. Na pesquisa espontânea, 11% não souberam indicar em quem pretendem votar. Outros 13% disseram que podem mudar de escolha até domingo.
A volatilidade permanece na faixa dos 40% entre os eleitores que declaram apoio a Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão). Muitos desses eleitores ainda não sabem o número dos candidatos.


