SÃO PAULO — Renan Santos, candidato do partido Missão à Presidência, cancelou a entrevista coletiva que seria realizada neste domingo (4), no Morumbi, região oeste da capital paulista. O empresário acompanhará a apuração dos resultados do primeiro turno na sede da legenda.
A assessoria de Santos não informou o motivo do cancelamento. Em nota, disse que "Renan Santos irá se manifestar sobre apurações via redes sociais".
Mais cedo, o candidato votou em uma escola pública no distrito Socorro, na região sul de São Paulo. Aos jornalistas, criticou os rumos da eleição e afirmou que esta é "a mais bizarra" e a "mais estranha" desde a redemocratização.
Santos estava acompanhado de Guto, Renato Battista, Kim Kataguiri e Rafa Minato, candidatos do Missão a deputado, além da vereadora Amanda Vetorazzo.
Intenções de voto e críticas
Em agosto, Santos registrava 4% das intenções de voto em pesquisa Datafolha. Na rodada divulgada neste sábado (3), passou a 3%.
Durante a votação, o candidato criticou Flávio Bolsonaro (PL), a quem chamou de "um cara completamente desqualificado, covarde, burro". Em seguida, disse que a principal razão para o apoio ao senador seria sua condição de filho de outro político e afirmou não ter ouvido justificativa de voto em Flávio que não envolvesse a retirada de Lula da disputa.
Aos 42 anos, Santos nunca ocupou cargo público eletivo e se apresentou como um nome antissistema. Ele é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), criado nos protestos que levaram ao impeachment de Dilma Rousseff (PT).
Na campanha, Santos dirigiu críticas e xingamentos a Flávio Bolsonaro e Lula. Em debate exibido pela Band, em agosto, levou fraldas geriátricas com os nomes dos dois e os chamou de medrosos.
Na sexta-feira (2), publicou um vídeo em que desafiou Flávio Bolsonaro a participar de um debate. Santos disse que, se o adversário vencesse, declararia apoio ao senador ainda no primeiro turno.


