São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00%
Notícia com critério
Saúde

Pesquisa do Instituto Kinsey detalha vida sexual da geração Z nos EUA

Estudo com jovens de 18 a 29 anos relaciona menor frequência sexual a dinheiro, oportunidades, moradia e prioridades pessoais.

Pesquisa do Instituto Kinsey detalha vida sexual da geração Z nos EUA
Foto: Medicimage/IMAGO

Uma pesquisa do Instituto Kinsey indica que a menor frequência sexual entre jovens da geração Z não corresponde necessariamente à falta de desejo ou à insatisfação. O estudo ouviu 2.373 adultos nos Estados Unidos, com idades entre 18 e 29 anos, por meio de uma amostra por cotas voltada a reunir perfis diversos. O levantamento teve apoio da Playboy e da Julie, marca de pílula do dia seguinte.

Entre os entrevistados, 29% não haviam transado nos últimos três meses, enquanto 19% nunca tinham tido um parceiro sexual. No mesmo período, 40,1% não haviam praticado sexo vaginal e 36% não haviam se masturbado. Ao mesmo tempo, 48,5% disseram ter beijado quase diariamente, sinal de que o contato físico não deixou de existir.

Desejo e falta de oportunidades

A pesquisa aponta que o desejo permanece presente entre muitos solteiros. Um total de 74% declarou ter desejo sexual de moderado a muito alto. Além disso, 40% gostariam de transar com maior frequência. Outros 5% prefeririam reduzir a frequência, enquanto 18% afirmaram não ter interesse nisso no momento.

As dificuldades aparecem principalmente nas oportunidades de encontro. Entre os solteiros, 66,5% disseram ter poucas chances de conhecer alguém, e 65,5% afirmaram estar cansados de aplicativos de relacionamento e encontros online. Outros 63,9% não haviam encontrado uma pessoa que correspondesse às suas expectativas.

A situação financeira também foi apontada como obstáculo. Para 43% dos participantes, o dinheiro dificultava sair em encontros ou manter um relacionamento amoroso. Outros 37% disseram que problemas financeiros afetaram negativamente sua vida sexual.

A moradia foi outro fator mencionado. Entre os entrevistados, 33,5% ainda viviam com os pais. Nesse grupo, seis em cada dez não haviam tido parceiro sexual nos últimos três meses, e um em cada quatro vivia sob regras familiares rígidas.

Telas, saúde mental e prevenção

O levantamento também relacionou o uso de medicamentos e a atividade sexual. Entre os 33% que disseram tomar antidepressivos ou ansiolíticos, a frequência sexual foi menor do que entre aqueles que não usavam medicação.

Conteúdos eróticos online, incluindo pornografia, ofereciam alguma satisfação para 38% dos entrevistados. Além disso, 28% consideravam que o tempo passado na internet reduzia a vontade de buscar encontros presenciais. O estudo, porém, não atribui esse comportamento exclusivamente aos celulares e considera também fatores econômicos e sociais.

A maioria não relatou insatisfação com a própria vida sexual: 55% disseram estar satisfeitos, enquanto 18% afirmaram o contrário. Do total, 42% declararam que o sexo não era uma prioridade naquele momento.

A menor frequência dos encontros, contudo, não significou necessariamente maior proteção. Apenas 35% disseram usar preservativos regularmente, e aproximadamente um terço nunca havia realizado exames para detectar infecções sexualmente transmissíveis.

Limites da conclusão

Os resultados não permitem determinar com precisão quanto a atividade sexual da geração Z mudou ao longo do tempo, porque não há dados anteriores obtidos pela mesma pesquisa. Também não é possível afirmar que os achados se aplicam a outros países.

O estudo mostra que a menor frequência sexual pode estar ligada à falta de dinheiro, às poucas oportunidades, à ausência de privacidade, ao uso de alternativas online ou à decisão de não tratar o sexo como prioridade. Assim, a chamada recessão sexual não descreve uma única experiência entre os jovens pesquisados.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.