A Hipótese do Amor nasceu ligada a Star Wars antes de se tornar um romance independente. Ali Hazelwood começou a história como uma fanfiction centrada em Rey e Kylo Ren, personagens interpretados por Daisy Ridley e Adam Driver na nova trilogia da saga.
Conhecido entre fãs como Reylo, o casal reunia dois personagens em lados emocionalmente opostos. A dinâmica entre eles serviu de base para uma narrativa que, mais tarde, deixou o universo espacial e passou a acompanhar Olive Smith e Adam Carlsen no ambiente acadêmico.
Da saga ao ambiente acadêmico
Na adaptação para um livro independente, os elementos diretamente associados a Star Wars foram substituídos. Rey deu lugar a Olive, enquanto Kylo Ren serviu de inspiração para Adam. Jedi, Sith, conflitos intergalácticos e batalhas pelo destino da galáxia também foram trocados por uma história ambientada no meio acadêmico.
A resistência inicial, as diferenças entre os protagonistas e a tensão que evolui para um envolvimento romântico permaneceram como parte central da trama. O romance foi publicado originalmente em 2021 e consolidou Hazelwood na ficção romântica contemporânea voltada para ambientes acadêmicos e científicos.
A adaptação para o Prime Video mantém essa nova configuração. A produção acompanha Olive, interpretada por Lili Reinhart, e sua relação de conveniência com Adam, vivido por Tom Bateman. O filme ocupa o topo da lista de produções mais vistas do catálogo do serviço.
A brincadeira com os nomes
Alerta de spoiler: no livro, o vilão se chama Tom Benton. O nome faz referência ao marido de Daisy Ridley, Tom Bateman, que foi escolhido para interpretar Adam no filme. O personagem é uma inspiração direta em Adam Driver, intérprete de Kylo Ren.
Na produção do Prime Video, Thomas Benton é interpretado por Arty Froushan. A mudança mostra como a história se afastou de sua origem em Star Wars, embora tenha preservado o interesse por uma relação construída a partir de oposição, tensão e diferenças entre os personagens.
O percurso também representa uma transformação comum na cultura de fãs digital: uma narrativa criada dentro de um universo já existente pode ser reformulada até adquirir personagens, conflitos e cenário próprios. No caso de Hazelwood, a história deixou para trás a galáxia distante e os sabres de luz para se tornar uma obra publicada comercialmente.


