ORLANDO — Homero Salles, amigo e braço direito de Gugu Liberato (1959-2019), reconstituiu a queda que matou o apresentador e levantou hipóteses sobre as condições do sótão da casa onde ocorreu o acidente, em Orlando, nos Estados Unidos.
Diretor de televisão, Salles afirmou que o espaço não tinha uma laje de concreto, como ocorre no Brasil. Segundo ele, o piso era formado por placas que não deveriam suportar o peso de uma pessoa. Salles disse conhecer esse tipo de estrutura e relatou que já havia ensinado Gugu a circular pelo local com segurança, apoiando os pés nas travessas de madeira.
Na casa do apresentador, porém, havia uma tábua perto do aparelho de ar-condicionado. Salles avaliou que a escuridão do ambiente e o fato de Gugu ter acabado de voltar de uma viagem podem ter contribuído para a queda.
A hipótese apresentada pelo diretor é que Gugu tenha entrado no sótão para verificar o ar-condicionado e tentado acender a luz. Sem visibilidade, ele pode ter dado um passo em falso. “Ele deve ter tentado acender a luz e pisou em falso. E aí bateu a cabeça”, afirmou Salles.
O amigo também disse acreditar que Gugu possa ter ficado desacordado antes de atingir o andar inferior. Para Salles, a queda teria sido de aproximadamente 3,5 metros. “Quero ter comigo, e oro para que tenha sido dessa maneira, para que ele já descesse desacordado”, declarou.
O acidente ocorreu em 20 de novembro de 2019. Gugu caiu de cerca de quatro metros ao acessar o sótão e foi levado a um hospital em Orlando. A família confirmou a morte dois dias depois, aos 60 anos.


