Pabllo Vittar lançou em 1º de outubro o álbum Lost in Lust, cantado em inglês e espanhol. Aos 32 anos, a cantora afirmou que o projeto foi pensado para alcançar públicos de outros países e ampliar sua presença no mercado internacional.
O disco reúne referências do pop dos anos 2010, do trance, do electro trash e do electro pop. Entre os artistas e produtores que influenciaram o processo, Pabllo citou Crystal Castles, SOPHIE, Madonna e A. G. Cook, além de produtores nacionais ligados à música eletrônica e alternativa. Segundo ela, o trabalho mantém elementos brasileiros, como o forró e o tecnomelody.
Álbum abre nova etapa
A criação começou durante as primeiras apresentações do Club Vittar, projeto em que a cantora atua como DJ. O projeto surgiu em 2025 e influenciou a escolha da sonoridade e dos produtores do álbum. A produção do disco teve início logo após o carnaval.
Pabllo disse que o lançamento é o primeiro passo de uma nova fase profissional. Ela prepara um short film para o álbum, iniciativa inédita em sua carreira, e já trabalha em uma edição deluxe. Também está prevista uma turnê no próximo ano.
Em 2026, a cantora celebrou dez anos de carreira, dividiu o Palco Mundo do Rock in Rio com Demi Lovato e foi convidada para o MTV Video Music Awards. Na estreia no evento, realizada no último domingo, 27, Pabllo contou ter se emocionado ao encontrar artistas como Madonna, Charli XCX e Bebe Rexha. Ela também mencionou ter se sentado perto de Lisa e disse ter saído com a sensação de estar no caminho certo.
Ao fazer um balanço da carreira, Pabllo afirmou que manter uma trajetória musical é desafiador. Ela disse ter aprendido a lidar melhor com as dificuldades e a priorizar seus objetivos sem se submeter à pressão de outras pessoas.
A cantora também atribuiu sua chegada ao público mainstream ao trabalho de artistas que a antecederam em espaços como televisão, teatro, pistas de dança, palcos de casas noturnas e outros ambientes culturais. Para Pabllo, essa conquista é coletiva. Ela destacou ainda o crescimento de uma cena musical brasileira com espaço para drags e afirmou que a comunidade LGBTQIAPN+ ocupa uma posição de vanguarda na arte.


