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Cultura

‘Verity’ leva thriller erótico aos cinemas, mas tropeça no suspense

Adaptação do livro de Colleen Hoover combina acidentes, segredos e desejo, mas perde força com direção contida e ritmo irregular.

A adaptação de Verity, livro de Colleen Hoover, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 1, com Anne Hathaway no papel de uma escritora milionária envolvida em uma trama de acidentes, segredos familiares e desejo. A produção tenta recuperar o espaço dos thrillers eróticos, mas encontra dificuldades para sustentar a tensão e frequentemente provoca mais risos do que suspense.

Verity Crawford vive em uma mansão ao redor de um lago desde a morte da filha pequena, Harper, em um acidente. Depois, um acidente de carro a deixa incapaz de andar, falar ou escrever o novo volume da série que a tornou conhecida. Lowen, uma autora frustrada, é chamada pelo grupo editorial para continuar o trabalho e se muda para a propriedade.

No local, Lowen encontra um pen drive com revelações sobre a família. A descoberta alimenta sua rejeição por Verity e, ao mesmo tempo, sua atração por Jeremy, marido da escritora, interpretado por Josh Hartnett. Dakota Johnson interpreta Lowen, enquanto Sienna Kulovitz faz Harper.

A premissa oferece elementos para uma encenação marcada por ambientes luxuosos, suspense visual e sedução. A direção de Michael Showalter, porém, mantém distância dessas possibilidades. O cineasta, associado no texto a comédias como Um Natal Surreal (2025) e Uma Ideia de Você (2024), recorre a canções pop em momentos decisivos e trata a sexualidade do trio com contenção.

O humor aparece como o principal recurso bem-sucedido. O filme explora os excessos da própria história em passagens como a participação de Verity em programas de entrevista populares, incluindo Hot Ones, e nas lembranças sobre os primeiros dias da maternidade.

Ainda assim, a alternância entre flashbacks de Verity e momentos centrados em Lowen produz um ritmo irregular. A trama se alonga até a reviravolta final, que se torna previsível. O resultado é comparado a Garota Exemplar (2014), apontado como um filme mais eficiente ao trabalhar uma estrutura semelhante, e a A Empregada, que oferece mais espaço para Amanda Seyfried desenvolver sua personagem.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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