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Economia

Petróleo acima de US$ 100 divide atenção com alta do dólar e pesquisa eleitoral

Brent recuava nesta terça-feira, enquanto o dólar avançava após levantamento indicar vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula.

Petróleo acima de US$ 100 divide atenção com alta do dólar e pesquisa eleitoral

A permanência do petróleo acima de US$ 100 por barril divide a atenção dos investidores com a disputa presidencial e o movimento do dólar. Nesta terça-feira (13), por volta das 9h50, o Brent recuava 1,64%, cotado a US$ 104,91, referência internacional para os preços da commodity.

No mercado de câmbio, o dólar subia 0,73%, a R$ 5,022, às 9h48. O pregão é o primeiro após o feriado. Entre os fatores acompanhados pelos investidores está a pesquisa BTG/Nexus, que apontou Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos para a Presidência da República, contra 48% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os votos válidos não consideram brancos, nulos e indecisos e são usados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na contabilização do resultado final. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Inflação e projeções

O novo Boletim Focus também entrou no radar. Os economistas elevaram a estimativa de inflação e reduziram a previsão para a taxa básica de juros neste ano. Para 2027, porém, mantiveram as projeções de inflação em 4,3%, juros em 12% e crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 1,4%.

O levantamento foi o primeiro a captar os efeitos do resultado eleitoral. A edição anterior, divulgada no dia 5, havia sido encerrada em 1º de outubro, antes do primeiro turno.

O desempenho dos ativos brasileiros vinha sendo influenciado pelo chamado trade eleitoral. No último pregão (9), a Bolsa subiu 1,38%, aos 209.066 pontos, e atingiu máxima intradiária de 209.713 pontos. O recorde anterior havia sido registrado na segunda-feira (5), quando o índice chegou a 209.605 pontos.

Na mesma sessão, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), avançou 0,82% em setembro, depois de registrar deflação de 0,32% em agosto. O resultado superou a mediana das projeções, de 0,76%, e foi a maior alta para meses de setembro desde 2021, quando o índice subiu 1,16%.

Cenário externo

Rodrigo Moliterno, sócio e head de renda variável da Veedha Investimentos, afirmou que as pesquisas eleitorais seguem entre os fatores que direcionam o mercado, enquanto os riscos geopolíticos e a alta recente do petróleo mantêm o cenário externo no foco. Ele também citou a votação da escala 6x1 no Senado nesta quarta-feira (14) como um evento que pode mexer com a corrida eleitoral.

O petróleo, contudo, terminou o dia em baixa. Às 17h17, o Brent recuava 0,50%, cotado a US$ 104 por barril. A acomodação da commodity ajudou as bolsas americanas, segundo Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, ao reduzir temporariamente os temores de uma nova pressão inflacionária global.

Os Treasuries também foram monitorados. Às 17h19, o rendimento do título americano de dez anos estava em 5,244% ao ano, alta de 0,17% ante o fechamento anterior.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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