Um projétil não identificado atingiu neste domingo (11) o aeroporto internacional de Riad, provocou um incêndio e feriu pessoas, informaram autoridades da Arábia Saudita. A quantidade de feridos ainda não foi divulgada, e os danos permaneciam em avaliação.
Riad também comunicou a interceptação de um drone que tinha como alvo o aeroporto de Dammam, na província Oriental. As operações no aeroporto de Riad foram interrompidas temporariamente para a análise dos estragos e das condições de segurança. Até o momento, não havia previsão para a retomada dos voos.
O episódio ocorreu um dia depois de uma ofensiva contra o mesmo aeroporto, atribuída aos houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã. O ataque matou 13 pessoas de diferentes nacionalidades e feriu mais de 309. Foi o terceiro contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid em uma semana e o mais letal desse tipo em mais de uma década.
Ameaças e reivindicação
Em discurso transmitido pela televisão, Yahya Saree, porta-voz militar dos houthis, assumiu a responsabilidade pela ação de sábado. Ele declarou que o grupo também atacou o aeroporto de Dammam e duas instalações da Saudi Aramco, gigante petrolífera saudita.
Em publicação na rede social X, os houthis recomendaram que companhias aéreas, especialistas, funcionários, trabalhadores e passageiros não usem os aeroportos nem o espaço aéreo saudita. O grupo afirmou que essas áreas estão sujeitas a ataques e seriam utilizadas como teatro de operações. Meca e Medina ficaram fora do alerta por serem cidades sagradas do islã.
O Ministério das Relações Exteriores do Iêmen, sob controle dos houthis, declarou que novas ações militares sauditas provocariam uma resposta mais forte e disse seguir o princípio da reciprocidade. “A menos que o inimigo saudita ponha fim à sua agressão e interferência no Iêmen, o pior ainda está por vir, se Deus quiser”, afirmou o ministério em comunicado divulgado pela emissora Al Masirah.
Escalada no conflito
Os houthis disseram que a Arábia Saudita realizou 124 ataques aéreos no Iêmen nas últimas 24 horas, incluindo ações em Sanaa e Saada, no noroeste, região controlada pelo grupo.
A tensão aumentou após a ampliação da participação militar saudita no Iêmen e o apoio de Riad a uma contraofensiva das forças governistas. A movimentação ocorreu depois que os houthis passaram a controlar áreas estratégicas ao longo da costa do mar Vermelho.
Donald Trump afirmou no sábado que os Estados Unidos avaliam participar dos ataques sauditas contra os houthis. “O que aconteceu na Arábia Saudita é inaceitável”, disse o presidente americano. A possibilidade foi apresentada em meio à guerra mais ampla contra o Irã, iniciada pelas forças americanas e por Israel em fevereiro.


