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Internacional

Ataque em estação ucraniana ocorre após trem com autoridades europeias deixar a área

Explosão danificou uma locomotiva em Rymachi; autoridades ucranianas e europeias acusaram a Rússia de estar por trás do ataque.

Ataque em estação ucraniana ocorre após trem com autoridades europeias deixar a área
Foto: Dhara Pereira/Arte g1

Autoridades ucranianas e da União Europeia afirmaram que um trem diplomático pode ter sido o alvo de um ataque com drone em Rymachi, no oeste da Ucrânia. A composição deixou a área mais cedo que o previsto, após uma mudança no cronograma provocada pela ameaça de novos ataques russos.

O incidente ocorreu no último domingo (13), em uma estação ferroviária da região de Volyn, a cerca de 2 quilômetros da fronteira com a Polônia. Uma locomotiva de passageiros foi atingida, mas o vagão havia sido evacuado minutos antes. Não houve registro de feridos.

Entre os passageiros do trem diplomático estavam o ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson, o ex-premiê sueco Carl Bildt e o conselheiro de Segurança Nacional do Reino Unido, Jonathan Powell. A composição fazia o trajeto entre Kovel, na Ucrânia, e Dorohusk, na Polônia, depois da participação das autoridades em uma conferência de segurança em Kiev.

A operadora ferroviária ucraniana, Ukrzaliznytsia, disse que “é perfeitamente possível que o alvo pretendido pelo drone russo fosse o trem diplomático”. A empresa afirmou que os horários foram ajustados em tempo real, o que fez a composição deixar Yahodyn antes do planejado.

Imagens e versões sobre o ataque

Gravações mostram dois trens parados na estação quando ocorre uma explosão. Passageiros correm para se proteger. Outro vídeo registra um drone sobrevoando a região pouco antes de atingir o vagão, enquanto pessoas acompanham o voo do equipamento. Imagens feitas depois mostram um dos trens danificado.

A Rússia declarou, no domingo, que havia atingido infraestruturas ferroviárias no oeste ucraniano usadas para transportar carga militar proveniente da Europa. Questionado sobre o caso em uma coletiva nesta segunda-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que “nossas forças militares estão operando em todo o território da Ucrânia e continuarão a fazê-lo”.

Também no domingo, um caminhão localizado a menos de um quilômetro da fronteira entre Ucrânia e Polônia foi atingido. O posto de fronteira de Dorohusk-Yahodyn interrompeu temporariamente as operações, segundo os guardas de fronteira.

Reações europeias

Boris Johnson condenou o ataque. David Petraeus, ex-chefe da CIA que estava em outro trem parado na estação de Yahodyn no momento do incidente, também se pronunciou e criticou o presidente russo, Vladimir Putin.

A chefe da União Europeia, Kaja Kallas, disse que a Rússia pretendia assustar os países ocidentais que apoiam a Ucrânia. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que a aliança militar dispõe de todas as opções necessárias para responder aos ataques híbridos russos.

A Polônia realizou uma reunião de emergência, enquanto o governo afirmou que não cairia em uma armadilha de escalada contra a Rússia. O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, classificou o episódio como uma escalada calculada de Putin. O chanceler Friedrich Merz declarou que o país tem evidências claras da participação russa em ataques híbridos recentes em território europeu e está pronto para reagir.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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