Um ataque russo atingiu uma estação de trem na Ucrânia pouco depois da passagem de um trem diplomático que levava políticos e diplomatas europeus de volta de Kiev. Entre os passageiros estava o ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson. O ex-diretor da CIA David Petraeus também se encontrava na estação no momento do bombardeio.
O Kremlin não respondeu à suspeita de que o trem fosse o alvo. As autoridades russas afirmaram que a operação atingiu infraestruturas de transporte de cargas militares e disseram que as forças do país continuarão atuando em todo o território ucraniano.
A proximidade da estação com a Polônia ampliou a preocupação entre governos europeus. Alemanha e França avaliaram que o ataque buscou levar o medo para mais perto da Europa. A chefe da diplomacia da União Europeia afirmou que o bombardeio também pretendia intimidar os países europeus para que deixassem de apoiar a Ucrânia.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, declarou: “Se Vladimir Putin acha que pode nos impedir de apoiar a Ucrânia e minar nossa unidade, ele está enganado”.
O governo da Lituânia informou ainda que um caça da Otan derrubou um drone russo que havia invadido o espaço aéreo lituano. Nos últimos quatro meses, aviões da aliança também abateram drones russos sobre a Estônia e a Letônia. Os três países integraram a antiga União Soviética e hoje fazem parte da Otan.


