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Temporais deixam mortos, desaparecidos e danos no Paraná e em São Paulo

Meteorologistas associam as chuvas ao El Niño e à atuação de frentes frias; nova frente deve chegar no domingo (20).

Temporais deixam mortos, desaparecidos e danos no Paraná e em São Paulo

Temporais provocaram mortes, desaparecimentos, alagamentos e danos em cidades do Paraná e de São Paulo nos últimos dias. Meteorologistas atribuem a formação do cenário à combinação entre os efeitos do El Niño e duas frentes frias que avançaram pela região Sul e ficaram estacionadas sobre o norte paranaense e o sul paulista.

No Paraná, os problemas começaram na quarta-feira (9), quando as chuvas elevaram o nível de rios no Vale do Ribeira. Redes de abastecimento de água e energia foram danificadas, e rodovias tiveram trechos interditados. Segundo boletim da Defesa Civil divulgado na manhã desta segunda-feira (14), 2.468 pessoas precisaram deixar suas casas em todo o estado.

Desde domingo (13), pelo menos uma pessoa morreu e duas continuam desaparecidas. Na tarde desta segunda-feira, o Corpo de Bombeiros encontrou o corpo de um homem às margens do rio Ribeira, em Rio Branco do Sul. A identidade não foi informada. Ele estava entre as pessoas que ocupavam um carro arrastado pela enxurrada na manhã de domingo. O veículo foi localizado no mesmo dia, no rio Ribeira, mas a outra vítima ainda não foi encontrada.

Também no domingo, um morador da comunidade das Pacas, em Tunas do Paraná, desapareceu por volta das 18h depois de sair de casa para consertar os canos de uma nascente. Com a localização do corpo em Rio Branco do Sul, chegou a quatro o número de mortos no estado desde a semana passada. Na quinta-feira (10), três integrantes de uma mesma família morreram depois que a casa onde viviam foi soterrada por um barranco em Ponta Grossa.

Mais de 70 cidades paranaenses registraram ocorrências relacionadas às chuvas. Adrianópolis está parcialmente isolada porque um trecho da BR-467, no quilômetro 6, cedeu por completo. Moradores da área rural também enfrentam falta de água, energia e internet.

Impactos em São Paulo

No Vale do Ribeira paulista, 152 famílias deixaram casas e comércios por causa do risco de enchentes. Dez das 22 cidades da região ficaram entre as que registraram os maiores volumes de chuva nas últimas 72 horas, conforme boletim da Defesa Civil. O rio Ribeira de Iguape subiu cerca de 12 metros desde o início dos temporais.

Na Grande São Paulo, os bombeiros procuram um homem de 33 anos levado pela enxurrada no sábado (12), em Jandira. Valdiran Pires de Jesus estava acompanhado de outras duas pessoas quando desapareceu. Uma mulher de 32 anos foi resgatada depois de se prender à vegetação na margem do rio. Rogério Ferreira Barbosa, 32, foi encontrado durante a madrugada de domingo no piscinão de Barueri.

A cidade de São Paulo registrou, nos primeiros 14 dias do mês, o setembro mais chuvoso desde 1943, quando começaram as medições do Instituto Nacional de Meteorologia. Até as 9h desta segunda-feira, o acumulado no Mirante de Santana, na zona norte, era de 253,8 mm — três vezes a média climatológica de setembro, de 83,3 mm.

Em Praia Grande, na Baixada Santista, um agente da Guarda Civil Municipal caiu em uma cratera aberta na orla. O caso ocorreu na noite de domingo, no bairro Caiçara, perto da rua Vitório Morbin.

Previsão para os próximos dias

Para Guilherme Borges, meteorologista da FieldPro, massas de ar mais quentes associadas ao El Niño estão concentradas nas regiões Norte e Nordeste. Esse bloqueio favorece a elevação das temperaturas e mantém as instabilidades sobre áreas de São Paulo e do Sul do Brasil.

Alexandre Nascimento, meteorologista da Nottus, afirmou que o El Niño costuma provocar chuva no Sul, mas que a área de influência pode se deslocar para o norte. Os dois especialistas estimam redução das chuvas a partir desta terça-feira (15), com uma pausa até sábado (19). Outra frente fria deve chegar no domingo (20), o que pode trazer novos temporais para áreas com o solo encharcado.

Diante da previsão, a Defesa Civil paulista avalia antecipar o início da operação de combate aos efeitos da chuva, prevista oficialmente para começar em 1º de dezembro e terminar no fim do verão.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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