REINO UNIDO — Doze homens negam acusações graves de crimes sexuais contra uma mulher em um julgamento que deverá prosseguir nas próximas semanas na Inglaterra. Um 13º homem já admitiu crimes sexuais contra ela.
O marido da mulher confessou nesta segunda-feira (14) dezenas de crimes cometidos contra a esposa ao longo de 20 anos. Ele admitiu acusações que incluem múltiplos casos de estupro, agressão com penetração e administração de substância com intenção criminosa.
Acusações e réus
O homem, que está na casa dos 60 anos e é da região de Stockport, na Grande Manchester, já havia reconhecido algumas infrações no Tribunal da Coroa de Manchester Minshull Street. Os crimes contra a esposa, com quem foi casado por décadas, ocorreram desde 2004.
O nome dele não pode ser divulgado para proteger o direito legal de anonimato da mulher. Ela acompanhou o julgamento ao lado de familiares. Durante a audiência, o marido repetiu a palavra “culpado” ao responder às acusações e, em determinado momento, foi orientado pelo juiz a se sentar no banco dos réus.
Entre os outros acusados estão Philip Wild, 58, Sean Peers, 38, Jordan Wallace, 31, Alan Keelan, 42, Jonathan Kirk, 43, Robert Stewart, 70, Mohammed Sabir, 28, Graham Brougham, 74, Richard Townsend, 37, Karl Lindsay, 55, Daniel Rayner, 42, e David Graves, 59.
Os réus são de Stockport, Manchester, Northwich, Cheshire, Rochdale, Taunton, Somerset, Whitstable, Kent, e Ilkeston, Derbyshire. Mohammed Sabir não tem residência fixa. As acusações contra os outros homens abrangem o período de setembro de 2018 a novembro de 2025. O marido será sentenciado ao término do julgamento.
Caso semelhante na França
O processo inglês lembra o caso de Gisèle Pelicot, na França. Ela descobriu que havia sido drogada e abusada durante anos pelo então marido, Dominique Pelicot, que convidava outros homens para estuprá-la.
Dominique Pelicot foi condenado a 20 anos de prisão, e outros 50 homens foram sentenciados em 2024 pelos estupros de Gisèle. Em entrevista à BBC, ela afirmou que a família levou um longo tempo para se reconstruir e explicou que abriu mão do anonimato para falar sobre os abusos e encorajar outras vítimas a fazer o mesmo.


