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Internacional

Falhas no acesso venoso interrompem execução de Christa Pike no Tennessee

A detenta permaneceu consciente após duas doses de pentobarbital; defesa relata queimaduras e risco de danos cerebrais permanentes.

Falhas no acesso venoso interrompem execução de Christa Pike no Tennessee
Foto: J. Miles Cary/Knoxville News Sentinel/USA TODAY via REUTERS

TENNESSEE, EUA — A execução de Christa Pike foi suspensa depois que a equipe responsável não conseguiu estabelecer adequadamente os acessos intravenosos para aplicar o pentobarbital. A detenta recebeu duas injeções, mas permaneceu consciente e está sob cuidados médicos em estado crítico, segundo seus advogados.

Pike, de 50 anos, teria apresentado bolhas, queimaduras, sensação de queimação e pressão no braço. Ao menos sete agulhas teriam sido utilizadas na tentativa de encontrar uma veia. Uma delas aparentava estar deformada quando foi retirada, segundo testemunhas.

A defesa afirma que médicos sempre enfrentaram dificuldades para localizar as veias da detenta durante exames de sangue. Especialistas consideram possível que parte ou toda a substância tenha sido depositada nos tecidos próximos ao ponto perfurado, em vez de alcançar diretamente a corrente sanguínea. Isso poderia ter impedido que o medicamento atingisse a concentração necessária para interromper a respiração.

O que pode ter acontecido

Outra hipótese é que a inserção dos cateteres, o local escolhido ou a fragilidade das veias tenham comprometido a aplicação. O pentobarbital pode ter reduzido os níveis de oxigênio ou enfraquecido a circulação, com possibilidade de danos cerebrais permanentes.

O pentobarbital é um barbitúrico que atua no sistema nervoso central e desacelera a atividade cerebral. Em doses elevadas, pode provocar coma, suprimir a respiração e causar parada cardíaca. O medicamento também é usado em sedação, no tratamento de curto prazo da insônia, na preparação para anestesia, no controle emergencial de determinadas crises epilépticas graves e na eutanásia veterinária.

A defesa também levantou a possibilidade de problemas na qualidade da substância. Nos Estados Unidos, o pentobarbital empregado em execuções costuma ser produzido por farmácias de manipulação e empresas químicas, depois que praticamente todas as farmacêuticas europeias e americanas rejeitaram o uso de seus medicamentos em execuções. Esses fornecedores estão sujeitos a regulações menos rígidas que as grandes farmacêuticas, segundo a análise apresentada.

Produtos contaminados, vencidos ou com dosagem incorreta podem causar dores intensas em vez de produzir sedação. Durante o governo de Joe Biden, o Departamento de Justiça chegou a suspender o uso do pentobarbital por risco de dor e sofrimento desnecessários. A medida foi baseada em um relatório que mencionou a possibilidade de edema pulmonar. O uso da substância foi retomado em 2026.

A condenação e os precedentes

Pike foi condenada em 1996 por um homicídio cometido em 1995, quando tinha 18 anos. Ela e o namorado espancaram, esfaquearam e mataram Colleen Slemmer, de 19 anos. O corpo da vítima foi encontrado com um pentagrama gravado no peito.

O namorado, que tinha 17 anos na época, recebeu prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional. Pike foi a única condenada à morte. Ela passou quase três décadas no corredor da morte e seria a primeira mulher executada no Tennessee em 200 anos.

Após a tentativa malsucedida, o governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu todas as execuções planejadas até o fim do ano. Os advogados de Pike haviam pedido clemência com base na idade dela e em problemas de saúde mental existentes na época do crime. O governador afirmou que não interviria.

Desde 1976, quando as execuções foram retomadas nos Estados Unidos após uma suspensão de quatro anos pela Suprema Corte, ao menos 64 apresentaram falhas ou problemas graves. Desse total, 51 foram realizadas por injeção letal, conforme dados compilados até maio de 2026 pelo Death Penalty Information Center.

Outro sobrevivente foi Tony Carruthers, no Tennessee, em 21 de maio deste ano. A equipe responsável não conseguiu inserir a segunda linha intravenosa exigida pelo protocolo após uma hora e meia de tentativas e doze perfurações. A execução foi adiada por um ano.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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