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Internacional

Gaza registra risco de colapso em milhares de prédios danificados

Estruturas ameaçadas obrigam moradores deslocados a retornar a imóveis destruídos, enquanto a reconstrução segue paralisada.

Gaza registra risco de colapso em milhares de prédios danificados
Foto: Reuters

A Defesa Civil de Gaza estima que 2.000 prédios estejam sob risco de desabamento, em meio à destruição provocada pela guerra entre Israel e o Hamas. Autoridades municipais da Cidade de Gaza passaram a patrulhar as ruas para localizar e registrar construções ameaçadas.

O alerta aumentou após o desabamento de um prédio de seis andares na Cidade de Gaza, que matou 21 pessoas, incluindo 12 crianças, há alguns dias. Autoridades locais disseram que o edifício havia sido atingido diversas vezes durante a guerra. Israel negou a alegação.

Mesmo com o risco, milhares de deslocados retornaram a imóveis danificados. Heba Arafat, 47, vive com o marido e seis filhas em um prédio de quatro andares cujo térreo foi destruído após uma operação terrestre israelense, segundo ela. Atualmente, 30 pessoas moram no edifício.

Os ataques destruíram as fundações da construção e deixaram inclinado o piso do apartamento de Arafat. As explosões também quebraram as janelas, que foram cobertas pelos moradores com lençóis. “Não temos escolha a não ser viver aqui; não temos para onde ir”, afirmou Arafat.

Ela deixou a região com a família durante o período mais intenso do conflito, iniciado em outubro de 2023 após o ataque do Hamas contra Israel. O retorno ocorreu depois do cessar-fogo anunciado em outubro de 2025, quando a intensidade dos ataques israelenses diminuiu, embora eles não tenham terminado completamente.

Abrigo sob ameaça

Hosni Muhanna, porta-voz da Prefeitura da Cidade de Gaza, disse que os prédios em risco ameaçam tanto quem vive neles quanto moradores das áreas vizinhas e pessoas em campos de deslocados. Ainda assim, reconheceu que milhares de deslocados acabam buscando abrigo nessas estruturas para escapar das condições precárias dos acampamentos, sem proteção adequada contra o calor ou o frio.

Segundo a ONU, 84% da infraestrutura da Faixa de Gaza havia sido destruída ou danificada até outubro de 2025. Grandes acampamentos receberam a maior parte da população deslocada, mas enfrentam condições precárias, especialmente de higiene.

A atividade econômica está paralisada, e muitos moradores dependem de ajuda humanitária submetida a restrições impostas pelas autoridades de Israel. Entre elas está o bloqueio à entrada de máquinas de construção, peças de reposição e lubrificantes necessários para remover entulhos e reconstruir os imóveis, de acordo com Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU.

As negociações sobre o plano de paz estão paralisadas há meses, e os trabalhos de reconstrução previstos ainda não começaram. Uma avaliação publicada em abril pela ONU, pelo Banco Mundial e pela União Europeia estima que serão necessários mais de US$ 69 bilhões (R$ 357 bilhões) em dez anos.

Arafat disse que os moradores passaram a temer que paredes ou telhados desabem sobre eles. “O perigo é maior do que imaginávamos”, afirmou.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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