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Internacional

Códigos de emergência e investigação marcam incidente em voo da FlyDubai

Aeronave pousou em Tabuk após perder altitude e transmitir códigos associados a emergência e possível interferência ilegal.

Códigos de emergência e investigação marcam incidente em voo da FlyDubai
Foto: Ammar Awad/Reuters

A aeronave da FlyDubai que seguia para Israel transmitiu códigos de emergência, perdeu altitude e terminou desviada para Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita. O episódio ocorreu nesta quarta-feira (30), depois de um confronto entre o piloto e o copiloto, que teria usado uma faca durante o voo.

O Boeing 737 transportava 180 passageiros. A companhia aérea informou que todos estavam em segurança após o pouso, enquanto o piloto e o copiloto foram levados a um hospital em Tabuk. Passageiros também receberam atendimento médico. Ainda não foi divulgado um balanço detalhado sobre quantas pessoas ficaram feridas nem sobre a gravidade dos ferimentos.

Alertas e mudança de rota

Dados do Flightradar24 indicam que o avião perdeu aproximadamente 4.300 metros de altitude em cerca de 30 segundos. A aeronave sobrevoava a Jordânia quando começou a emitir sinais de emergência, pouco antes da queda brusca.

O primeiro código transmitido foi o 7700, usado para indicar uma emergência geral. Depois, o avião enviou o 7500, associado a uma possível interferência ilegal, como sequestro ou tomada de controle. O código de emergência geral voltou a ser emitido mais tarde.

Após os alertas, a aeronave mudou de rota e pousou em segurança em Tabuk. Israel pediu que caças sauditas acompanhassem o avião durante o pouso, mas o governo da Arábia Saudita informou que negou o pedido. A FlyDubai não esclareceu quais integrantes da equipe estavam no comando no momento do pouso.

O que permanece sem resposta

O governo de Israel considera o caso uma tentativa de ataque terrorista. Autoridades israelenses afirmam que o objetivo seria matar passageiros israelenses, mas ainda não apresentaram publicamente uma explicação detalhada para a motivação do copiloto. Em depoimento, o homem disse não ter ligação com grupo jihadista e ter agido por conta própria.

Também não foi informado como a faca entrou na aeronave ou se ela pertencia ao copiloto. A sequência do confronto permanece em apuração. Há relatos de uma discussão e de luta física na cabine; autoridades israelenses dizem que o copiloto atacou o piloto, enquanto uma passageira relatou uma versão na qual o piloto teria tentado matar o copiloto.

A mãe de uma passageira afirmou que a filha ouviu um dos pilotos pedir ajuda. Segundo esse relato, passageiros correram até a cabine e conseguiram conter o autor dos ataques.

Os números sobre a nacionalidade dos passageiros também divergem. O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, declarou que 100 eram israelenses, enquanto outros relatos indicaram que pelo menos 150 passageiros eram do país.

Ainda não se sabe quem acionou o código 7500 nem em que momento. Israel chegou a considerar a possibilidade de sequestro, mas depois afirmou que essa não era a principal hipótese. A investigação deverá avaliar se houve motivação política, religiosa, conflito pessoal entre os pilotos ou outro motivo.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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