As autoridades britânicas ainda não informaram as identidades ou nacionalidades dos cinco homens presos no domingo (27) perto da RAF Fairford. Também não foi esclarecido qual ato terrorista eles seriam suspeitos de preparar, nem estabelecida uma ligação entre o caso e ameaças anteriores do Irã.
A investigação é conduzida por agentes de contraterrorismo e também envolve possíveis infrações à Lei de Explosivos britânica. A legislação trata da fabricação, do armazenamento, do transporte e do uso de explosivos. A prisão por uma acusação prevista nessa lei não significa, por si só, que a polícia tenha concluído que ocorreu um ataque terrorista.
Operação em Whelford
A ação ocorreu em Whelford, vila próxima à base aérea. Depois das prisões, a polícia de Gloucestershire evacuou várias propriedades e classificou a ocorrência como um incidente grave. Uma equipe especializada do Exército britânico foi enviada para examinar veículos e realizar atividades de desativação de explosivos.
Cerca de 30 veículos de emergência foram vistos na região, incluindo carros da polícia, ambulâncias e caminhões de bombeiros. Um helicóptero também sobrevoou o local. Imagens mostraram um robô usado na desativação de explosivos atuando perto de três vans brancas.
A polícia informou que considera a situação controlada. O governo britânico disse que não comentaria detalhes enquanto a investigação estivesse em andamento.
Uso militar da base
A RAF Fairford pertence à Força Aérea Real britânica, mas também é utilizada por militares e aeronaves da Força Aérea dos Estados Unidos. O Reino Unido autorizou o uso da instalação pelos EUA em operações contra instalações de mísseis do Irã, e a base participou de ações americanas relacionadas ao conflito e a ataques contra alvos iranianos.
Em julho, a Guarda Revolucionária do Irã havia indicado que poderia considerar alvos legítimos as bases usadas em ataques contra o país. Na ocasião, o governo britânico afirmou que suas Forças Armadas estavam preparadas para proteger o território do Reino Unido. A segurança também foi reforçada em Lakenheath e Mildenhall, outras bases britânicas utilizadas pelos EUA.
Um porta-voz da Força Aérea dos EUA afirmou que as unidades americanas instaladas no Reino Unido permanecem vigilantes. De acordo com ele, as autoridades militares avaliam continuamente fatores de segurança para decidir quais medidas devem ser adotadas ou alteradas para proteger militares, funcionários civis, contratados e suas famílias.


