LONDRES — O Tribunal Superior de Londres ainda deve decidir se a polícia britânica poderá manter os materiais recolhidos durante buscas feitas com mandados considerados ilegais. O juiz Nicholas Hilliard informou que a corporação reconheceu a irregularidade, mas afirmou que isso não invalida toda a investigação sobre Andrew.
As operações ocorreram em fevereiro, durante a detenção do ex-príncipe. Em comunicado, a polícia disse que as buscas foram anuladas pelo mesmo tribunal em 22 de julho e que analisa como conservar os bens apreendidos. Hilliard declarou que precisa avaliar o pedido da corporação para manter objetos obtidos por meio de um mandado ilegal.
Andrew, de 66 anos, foi detido por pouco tempo em 19 de fevereiro por causa de seus vínculos com Jeffrey Epstein, criminoso americano que morreu. O ex-príncipe nega ter cometido irregularidades relacionadas ao caso e ainda não foi formalmente acusado.
A investigação apura suspeita de má conduta no exercício de função pública. Andrew é acusado de ter enviado documentos econômicos confidenciais a Epstein quando atuava como enviado especial do Reino Unido para o Comércio, entre 2001 e 2011. A polícia também examina uma denúncia de agressão sexual contra ele.
Afastado da família real e sem seus títulos desde 2025, Andrew Mountbatten-Windsor deixou Royal Lodge, em Windsor, onde morava havia cerca de 20 anos. Ele se mudou para uma propriedade privada do rei em Sandringham, no condado de Norfolk.
A americana Virginia Giuffre afirmou que Andrew a agrediu sexualmente quando ela tinha 17 anos. Giuffre morreu por suicídio em abril de 2025, aos 41 anos.

