CEUTA — A polícia retirou os migrantes que estavam acampados na praia de Guano e levou o grupo para um Centro de Assistência Temporária a Estrangeiros (CATE), onde seria identificado e registrado. A operação ocorreu antes da chegada do Rei Felipe e da Rainha Letizia à cidade, prevista para terça-feira (13).
Os agentes chegaram ao local por volta das 7h do horário local. Os acampados foram orientados a deixar as barracas e se sentar em grupos antes de serem escoltados até um ônibus. Depois da retirada, trabalhadores começaram a limpar a praia e descartaram tendas improvisadas, colchões e pertences pessoais.
Imagens exibidas pela TVE mostraram a formação de aglomerações entre pessoas que tentavam conseguir uma vaga em abrigos temporários. Migrantes que haviam passado a noite na praia aplaudiram o início da operação, mas houve confrontos durante a disputa por lugares, descritos como limitados.
A polícia disparou balas de borracha para o ar e usou cassetetes contra vários migrantes. A situação se acalmou depois, permitindo a retomada da retirada.
Migração em Ceuta
Os migrantes acolhidos nas estruturas temporárias instaladas pelo governo espanhol estão entre as mais de 70 mil pessoas que chegaram a Ceuta em uma migração em massa no fim de julho. A maior parte retornou quase imediatamente ao Marrocos, mas autoridades locais calculam que 13 mil imigrantes permaneceram no enclave.
O governo central tenta acelerar a devolução. Pela legislação, cada pessoa precisa ser identificada para que as autoridades definam se há direito a asilo ou possibilidade de retorno. Milhares de menores de idade devem receber proteção especial.
A visita da realeza ocorre em meio às tensões com Marrocos, que reivindica a soberania sobre Ceuta e Melilla, outro enclave espanhol no norte da África.


