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Internacional

Riad mantém aeroporto fechado após ataques e companhias suspenderem voos

Aeroporto Rei Khalid ficará sem operações pelo menos até sábado (17), enquanto houthis ampliam ataques contra a Arábia Saudita.

Riad mantém aeroporto fechado após ataques e companhias suspenderem voos
Foto: AFP

O aeroporto Rei Khalid, em Riad, permanecerá fechado pelo menos até sábado (17), depois de ser atingido por dois ataques no fim de semana. Nesta segunda-feira (12), drones e mísseis voltaram a ser lançados contra a Arábia Saudita, sem registro, até o momento, de danos ou vítimas.

Companhias aéreas suspenderam voos para a capital saudita, entre elas Lufthansa, Air France e Delta. Dados de tráfego aéreo indicam que os aviões que ainda passam pelo reino estão adotando rotas mais ao norte, afastadas da região atingida pelos combates.

Os ataques começaram na semana passada e também afetaram outras cidades e instalações de energia. No sábado (10), um míssil atingiu a área de embarque do Rei Khalid. Ao menos 13 pessoas morreram e 309 ficaram feridas. No dia seguinte, outro projétil provocou um incêndio no terminal e matou uma pessoa.

O aeroporto é o segundo mais movimentado da Arábia Saudita, atrás do terminal de Jedá. A ofensiva é descrita como a mais intensa contra o país desde 2019, quando os houthis atacaram refinarias e estações de bombeamento de petróleo. O grupo apoia-se principalmente em mísseis e drones fornecidos pelo Irã.

Impacto sobre negócios

Uma conferência de executivos de empresas petrolíferas realizada em Riad começou nesta segunda-feira com baixa presença de empresários ocidentais. O ministro da Energia, príncipe Abdulaziz bin Salman, declarou no evento: “O desenvolvimento do nosso setor de energia continua”.

O empresário Mohammad, que pediu para não ter o sobrenome divulgado, afirmou que desistiu de viajar depois de receber um alerta no celular. “As pessoas estão com medo”, disse por mensagem de texto. Ele mantém um escritório de importação com negócios no Brasil e em outros países da América Latina e demonstrou preocupação com os efeitos da guerra sobre o plano saudita de se consolidar como alternativa aos centros empresariais dos Estados do Golfo Pérsico.

Segundo Mohammad, cafés e shoppings da região central de Riad seguem frequentados normalmente, embora o risco de novos ataques seja assunto recorrente.

Guerra no Iêmen

A escalada ocorreu depois que os houthis romperam uma trégua informal vigente desde 2022, após um bloqueio aéreo a Sanaa em julho. Em setembro, o grupo avançou pela costa do mar Vermelho e passou a ameaçar de forma mais direta o transporte do petróleo saudita.

Há duas semanas, forças do governo iemenita e da Arábia Saudita iniciaram uma ofensiva e retomaram pontos do litoral. Os houthis mantiveram a pressão no sul do Iêmen e ampliaram os ataques contra aeroportos e estruturas energéticas sauditas.

A Arábia Saudita apoia o governo reconhecido internacionalmente do Iêmen, expulso de Sanaa pelos houthis em 2014. Desde o fechamento virtual do estreito de Hormuz, no Golfo Pérsico, Riad passou a enviar a maior parte do petróleo pelo terminal de Yanbu, no outro lado da península Arábica.

O conflito acionou pela primeira vez a cláusula de defesa mútua do pacto militar entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão, assinado em agosto. A Turquia informou que não enviará tropas, mas ajudará Riad. O Paquistão anunciou o reforço de seu contingente no reino, que incluía 8.000 soldados e um esquadrão de caças JF-17 desde o ano passado. O emprego dessas forças diretamente no Iêmen é considerado improvável.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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