O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (26) que rejeitou uma proposta do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações sobre seu programa nuclear. A iniciativa previa a reabertura da passagem em sete dias, caso Washington atendesse a condições apresentadas por Teerã.
Entre as exigências estavam a suspensão do bloqueio naval aos portos iranianos, o levantamento das sanções sobre as vendas de petróleo e um cessar-fogo que incluísse o Líbano. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse na sexta-feira (25) que o país havia apresentado sete condições para encerrar a guerra e reabrir o estreito.
A lista também incluía uma cessação de sete dias de todas as hostilidades no Oriente Médio e o desbloqueio de ativos iranianos congelados, estimados em pelo menos US$ 12 bilhões (cerca de R$ 62,1 bilhões). Pela proposta, o Estreito de Ormuz seria reaberto no sétimo dia de cessação das hostilidades.
Trump disse que o Irã buscava um acordo porque estava "perdendo feio". “Eles querem fechar um acordo e acho isso ótimo”, afirmou a repórteres do lado de fora da Casa Branca. Em seguida, declarou que também gostaria de chegar a um entendimento, mas considerou que a proposta não seria aceitável.
O Irã fechou efetivamente o estreito depois de ataques dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica no final de fevereiro. O número de navios que passam pela hidrovia caiu significativamente em razão de ameaças e ataques iranianos a embarcações.
Araghchi afirmou que aguardava uma resposta de Washington e disse que a China apoia a proposta. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, deixou Nova York após a reunião de líderes mundiais nas Nações Unidas, que incluiu conversas indiretas entre Irã e Estados Unidos. A Arábia Saudita também informou ter interceptado outro míssil atribuído aos houthis, grupo apoiado pelo Irã, no Iêmen.


