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Internacional

Zelenski cobra ação dos EUA após ataque russo em Kharkiv

Presidente ucraniano afirmou que Moscou violou a trégua energética anunciada por Donald Trump e pediu pressão de Washington.

Zelenski cobra ação dos EUA após ataque russo em Kharkiv
Foto: Sofiia Gatilova/Reuters

Volodimir Zelenski pediu nesta segunda-feira que os Estados Unidos pressionem o governo de Vladimir Putin a respeitar o cessar-fogo energético anunciado por Donald Trump. A cobrança ocorreu no Fórum de Segurança de Varsóvia, na Polônia, no mesmo dia em que uma usina termelétrica de Kharkiv, no leste da Ucrânia, foi bombardeada pela Rússia.

Autoridades ucranianas e a empresa estatal Naftogaz informaram que o ataque deixou 12 pessoas feridas e destruiu infraestrutura ligada à produção de gás natural. A ofensiva ocorreu um dia depois de Trump anunciar que Rússia e Ucrânia haviam concordado em interromper ataques contra instalações de energia.

Zelenski disse que soube do entendimento pela imprensa e afirmou que a Ucrânia cumpriria seus termos se Moscou fizesse o mesmo. Durante participação por videoconferência no fórum, declarou: “Estamos esperando detalhes do que foi conversado entre os americanos e os russos e aguardando as medidas que serão tomadas por Washington”.

O presidente ucraniano também afirmou que a trégua poderia contribuir para o fim da guerra caso os Estados Unidos garantissem seu cumprimento. O Kremlin não comentou a proposta. Dmitri Peskov, porta-voz da instituição, rejeitou outra iniciativa apresentada por Kiev: uma pausa de 60 dias para a realização de eleições na Ucrânia.

Zelenski foi eleito para um mandato de cinco anos, encerrado em maio de 2024, mas continua no cargo por causa da lei marcial em vigor no país. Em resposta a uma declaração de Trump no sábado (10), o governo ucraniano disse que convocaria novas eleições se a Rússia aceitasse o cessar-fogo de 60 dias. Peskov ofereceu uma trégua de apenas um dia para a votação.

Trump havia defendido a substituição de Zelenski em um novo pleito e atribuído ao presidente ucraniano a alta dos preços do óleo diesel. Os custos dos combustíveis também pressionam o governo americano antes das eleições de meio de mandato. O republicano afirmou ainda ter acertado com Putin o fornecimento de até 4,8 milhões de toneladas de diesel ao mercado global, além de outras três milhões de toneladas em prazo curto, condicionado às refinarias russas.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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