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Internacional

Zelensky condiciona trégua energética a Moscou após anúncio de Trump

Presidente ucraniano disse estar surpreso com a declaração e afirmou que aguarda detalhes antes de aceitar a suspensão dos ataques.

Zelensky condiciona trégua energética a Moscou após anúncio de Trump
Foto: Nathan Howard/Reuters

Novos ataques russos atingiram o território ucraniano poucas horas depois de os Estados Unidos anunciarem uma isenção temporária de sanções para permitir a entrada de diesel russo nos mercados internacional e americano. Em Kiev, os bombardeios provocaram cortes de energia e interromperam a circulação dos trens do metrô.

O episódio ocorreu no mesmo período em que Donald Trump afirmou, neste domingo (11), que Rússia e Ucrânia haviam concordado em suspender ataques contra a infraestrutura energética de ambos os países. Até a última atualização, nenhum dos dois governos havia confirmado o entendimento, e o Kremlin não havia se manifestado.

Volodymyr Zelensky declarou-se surpreso com o anúncio feito por Trump na rede Truth Social. O presidente ucraniano afirmou que seu governo aceita interromper os ataques às refinarias de petróleo russas caso Moscou também suspenda os bombardeios contra a rede energética da Ucrânia. Ele disse ainda que aguardava detalhes sobre o suposto acordo.

“Com efeito imediato, entra em vigor um cessar-fogo energético na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Ambas as partes concordaram. Não o violem!”, escreveu Trump. Na mesma publicação, pediu a Vladimir Putin um cessar-fogo total de 60 dias e afirmou que, nesse período, a Ucrânia poderia organizar eleições.

Sanções e fornecimento de diesel

O acordo anunciado por Trump autoriza a Rússia a fornecer centenas de milhares de toneladas de diesel aos mercados americano e global. A mudança surpreendeu a delegação ucraniana, que participava de reuniões com negociadores americanos em Miami sem ter sido informada da negociação sobre o combustível.

Para permitir a comercialização do produto russo, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos concedeu uma isenção temporária das sanções, válida até abril de 2027. O governo russo também confirmou a suspensão parcial da proibição de exportar diesel, com efeito imediato.

Alexander Novak, vice-primeiro-ministro russo, afirmou que a produção é suficiente para atender à demanda interna e às exportações previstas. Analistas do setor energético avaliam, porém, que a medida deve alterar pouco os preços pagos pelos consumidores, por apenas redistribuir o diesel disponível no mercado global.

Divergências entre Trump e Zelensky

No sábado (10), Trump responsabilizou os ataques ucranianos a refinarias russas pelo aumento dos preços do diesel nos Estados Unidos. Também disse que Zelensky deveria deixar a liderança ucraniana, sob a alegação de que ele havia perdido oportunidades de alcançar um acordo com Moscou.

Zelensky respondeu que a Rússia é a única responsável pela guerra na Europa e afirmou ser possível interromper imediatamente os ataques à infraestrutura energética. Para ele, qualquer entendimento precisaria incluir garantias reais.

Após os novos bombardeios, o presidente ucraniano disse que Moscou havia “agradecido” pelo alívio das sanções ao intensificar os ataques contra civis. A Ucrânia reiterou que só suspenderá os ataques contra a infraestrutura russa se a Rússia parar de atingir sua rede energética. As negociações continuam travadas pela exigência russa de controle sobre Donetsk, sem perspectiva imediata de retomada das conversas diretas.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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