A aeronave do voo FZ1073, da FlyDubai, perdeu 5 mil metros de altitude em 30 segundos durante uma tentativa de tomada de controle pelo copiloto, que atacou o comandante com um machado de emergência. O piloto, mesmo ferido, conseguiu destrancar a porta da cabine, permitindo a entrada de tripulantes e passageiros para conter o agressor e estabilizar o avião.
O equipamento usado no ataque é obrigatório em aeronaves comerciais e fica na cabine de comando para situações como acidentes ou incêndios. A informação foi divulgada pelo procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, que afirmou que o objeto foi usado pelo copiloto para ferir o comandante durante a viagem com destino a Israel.
Investigação sobre o copiloto
As autoridades agora tentam esclarecer como o copiloto conseguiu utilizar o machado e agir sem ser impedido. O homem, cidadão de Omã, tentou assumir o controle da aeronave. Pela primeira vez, os Emirados Árabes Unidos classificaram o caso como uma tentativa de ato terrorista.
A investigação também deve verificar se ele atuou sozinho ou se mantinha ligação com grupos extremistas. Informações citadas no texto indicam que o copiloto, de 29 anos, havia sido impedido de voar em seu país de origem antes de ser contratado pela FlyDubai, por preocupações relacionadas a uma possível radicalização.
Na sexta-feira (2), o piloto Smit Machchhar, da Índia, falou em uma videochamada com o primeiro-ministro indiano. Emocionado, afirmou que fez um último esforço enquanto era atacado para impedir que os passageiros morressem: “Eu tentava me salvar, mas também sabia que não podia deixar ninguém morrer”.


