Uma brasileira matou a filha de quatro anos e morreu após uma audiência judicial sobre a guarda da criança em Houston, no Texas, Estados Unidos. O crime ocorreu na terça-feira (29), horas depois de Cibelle Kubala perder a disputa e ser orientada a entregar Vivian ao pai, Aaron Savella.
A menina foi declarada morta no local. Cibelle foi levada a um hospital, mas morreu no dia seguinte. O tenente Larry Crowson, da Polícia de Houston, afirmou que a mãe chegou em casa depois da audiência, atirou na filha e, em seguida, atirou em si mesma.
Savella aguardava o retorno da criança após a decisão judicial. Familiares disseram que Vivian não foi entregue naquela noite, como estava previsto. O atual marido de Cibelle, Greg Kubala, e uma babá estavam na residência. A polícia informou que não há indícios de envolvimento dos dois. Eles teriam subido as escadas e iniciado manobras de massagem cardíaca na menina e na mãe até a chegada da equipe de emergência.
Disputa judicial
Cibelle e Savella se separaram em novembro de 2022, depois de pouco mais de dois anos de relacionamento. O divórcio foi finalizado em 2024. Os dois também apresentaram pedidos de medidas protetivas um contra o outro.
Na audiência de terça-feira, realizada às 9h30, a juíza Lawton-Evans determinou que Vivian viveria principalmente com o pai. Savella também recebeu o poder exclusivo de decidir sobre a educação, os cuidados médicos e o tratamento de saúde mental da menina.
A decisão impôs outras restrições à participação de Cibelle na vida da filha. Ela teria sido proibida de falar em português com Vivian sem a presença de um supervisor que entendesse o idioma, além de ser impedida de participar de apresentações e atividades extracurriculares. Também teria sido obrigada a pagar pensão e metade das despesas médicas da criança.
Familiares disseram que Cibelle era dedicada aos cuidados com a filha e que sofria represálias do ex-companheiro desde o fim do casamento. A brasileira afirmou que “ouvia barbaridades” nos tribunais dos Estados Unidos durante a disputa.
Familiares de Savella nos Estados Unidos disseram estar devastados. Em declaração divulgada pelos advogados, afirmaram que Vivian era amada pelo pai e que ele havia seguido as determinações judiciais enquanto aguardava o retorno da filha.
A advogada de Savella, Charlotte Rainwater, disse que atua em direito de família há 28 anos e nunca havia presenciado um desfecho semelhante.
Em situações de sofrimento emocional ou pensamentos suicidas, o CVV oferece atendimento gratuito pelo telefone 188, além de canais por chat, e-mail e atendimento presencial. Também é possível procurar um Caps. Jovens de 13 a 24 anos podem recorrer ao canal Pode Falar, do Unicef, que oferece atendimento anônimo e gratuito.


