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Manias, apelidos e hábitos que marcaram presidentes brasileiros

Deodoro usava perfume de violetas, Jânio proibiu o rock e Bolsonaro ficou conhecido pelo pão com leite condensado.

Manias, apelidos e hábitos que marcaram presidentes brasileiros

A história presidencial brasileira reúne hábitos pessoais, apelidos, frases controversas e decisões incomuns. Entre os 37 homens e uma mulher que ocuparam a Presidência, houve quem fosse associado à fama de dorminhoco, quem proibisse biquínis e rock e quem declarasse preferir o cheiro de cavalos ao de pessoas.

Deodoro da Fonseca (1827-1892), o primeiro presidente do Brasil, era marechal do Exército quando participou da Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889. Apesar de ser amigo do último imperador, dom Pedro 2º, mudou de posição no fim do período monárquico. Em uma carta a um sobrinho, havia escrito: “República no Brasil é coisa impossível, porque será uma verdadeira desgraça.” Deodoro também costumava passar perfume de violetas na barba.

Apelidos e caricaturas

Antes das redes sociais, presidentes eram criticados por meio de charges, notas em jornais e revistas e comentários públicos. Rodrigues Alves (1848-1919), o quinto presidente, recebeu o apelido de Soneca e aparecia em desenhos usando pijama, por gostar de permanecer em casa.

Costa e Silva (1899-1969) era apontado como alguém pouco interessado em leitura. Já Hermes da Fonseca (1855-1923) ficou conhecido como Dudu Urucubaca, em razão da sequência de episódios negativos associados ao seu mandato: crises econômicas, a morte da primeira esposa e uma viagem a Portugal que coincidiu com a queda da monarquia portuguesa. O apelido também apareceu em uma marchinha de Carnaval.

Arthur Bernardes (1875-1955) foi chamado de Seu Mé, numa referência ao formato longo e fino do rosto. Castelo Branco recebeu o apelido de Quasímodo, em alusão ao personagem de O corcunda de Notre Dame. Eurico Dutra (1883-1974), por trocar o “c” pelo “x” ao falar, virou alvo da marchinha “Voxê que Xabe”.

A estatura também entrou nas representações públicas. Jair Bolsonaro aparece como o presidente mais alto, com 1,85 m. Getúlio Vargas (1882-1954) tinha altura estimada entre 1,60 m e 1,62 m. Dilma Rousseff, a única mulher entre os presidentes citados, media 1,68 m.

Proibições e hábitos pessoais

Jânio Quadros (1917-1992) permaneceu sete meses no cargo e adotou medidas de apelo conservador. Proibiu brigas de galo, o uso de biquínis em concursos de miss e corridas de cavalo de segunda a sexta-feira. Quando governava São Paulo, também havia vetado o rock em bailes, por considerar o ritmo nocivo às famílias.

Durante a campanha, Jânio simulava cansaço, colocava talco no paletó para parecer que tinha caspa e se sentava na calçada para comer sanduíche de mortadela, numa tentativa de se apresentar como alguém mais próximo do povo.

Jair Bolsonaro foi filmado comendo pão francês com leite condensado. Também ofereceu uma caixa de cloroquina a emas que viviam no palácio presidencial, embora afirmasse que o remédio curava a Covid-19.

A tradição de não entregar a faixa ao sucessor também aparece em episódios anteriores. Floriano Peixoto (1839-1895), o segundo presidente, recusou-se a receber Prudente de Morais (1841-1902), primeiro presidente não militar e primeiro eleito por voto. Naquele período, mulheres e homens que não sabiam ler e escrever não podiam votar.

João Batista Figueiredo (1918-1999), último presidente da ditadura, ficou conhecido por declarações grosseiras. A uma criança que perguntou o que ele faria caso o pai recebesse salário mínimo, respondeu: “Eu dava um tiro no coco”. Em outra ocasião, disse preferir o cheiro dos cavalos ao cheiro do povo. Ao deixar o cargo, pediu que os brasileiros o esquecessem.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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