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Rio mágico e choque cultural dão forma a “Ignis Lacrimosa”

Helena Lopes diz que experiências entre Roraima e Londres ajudaram a criar os povos rivais de sua fantasia para jovens adultos.

Rio mágico e choque cultural dão forma a “Ignis Lacrimosa”
Foto: Helena Lopes/Redes Sociais

Um rio fictício que atravessa os territórios de dois povos rivais está no centro da construção de “Ignis Lacrimosa”, fantasia para jovens adultos escrita por Helena Lopes, 30. Na história, o curso d’água é um espírito mágico relacionado a conflitos importantes entre bruxos e alquímicos.

A autora nasceu e viveu em São Luíz do Anauá, em Roraima, antes de se mudar para Londres, onde mora com o marido. A mudança contribuiu para a criação de comunidades com crenças e costumes diferentes: Helena diz ter percebido o novo ambiente como mais frio e distante em comparação com o lugar onde cresceu.

“Nasci e morei num lugar onde a natureza está em toda parte”, afirma. Para ela, a presença do rio na trama também pode ter relação com essa experiência, embora o elemento tenha funções próprias no enredo. O nome “Ignis Lacrimosa” faz referência a esse rio imaginário.

Dois povos, uma união

A narrativa acompanha a princesa bruxa Zália e o príncipe alquímico Astero. Eles pertencem a comunidades que adotam formas opostas de compreender o mundo e precisam aceitar uma união matrimonial como tentativa de selar a paz entre os dois reinos.

Entre os bruxos, a magia está associada às emoções. Os alquímicos, por outro lado, consideram a ciência e a lógica os principais caminhos para o conhecimento. O contraste orienta a relação dos protagonistas e os conflitos políticos da história, que também inclui sensualidade e criaturas sobrenaturais.

“Sempre tive um fascínio por bruxas. Para mim, elas são uma alegoria muito importante da autonomia feminina”, diz Helena. A autora afirma que criou a dinâmica entre Zália e Astero a partir da oposição entre a magia ligada à emoção e a ciência colocada no centro da visão alquímica.

A primeira versão do livro foi escrita em dois meses e meio e lançada de forma independente em 2025. Depois de ganhar projeção nas redes sociais, a obra recebeu uma nova edição pela Rocco durante a Bienal do Livro de São Paulo 2026, quando chegou ao top 7 dos mais vendidos. Helena resume a origem do projeto como uma epifania que teve repercussão inesperada nas redes.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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