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Jenifer Oliveira conquista título sul-americano de jiu-jítsu após nove anos sem competir

Atleta de Sorocaba venceu duas adversárias na categoria master e mantém projetos de luta e defesa pessoal para mulheres.

Jenifer Oliveira conquista título sul-americano de jiu-jítsu após nove anos sem competir
Foto: Redes sociais/Reprodução

Jenifer Oliveira conquistou o campeonato sul-americano de jiu-jítsu na categoria master no dia 26 de setembro, após ficar nove anos afastada das competições. A atleta de Sorocaba retomou os torneios em 2026 com o incentivo das alunas que acompanham seu trabalho em aulas de luta e defesa pessoal para mulheres.

Ligada ao jiu-jítsu desde os 15 anos de idade, Jenifer enfrentou duas adversárias da mesma categoria e faixa preta antes de receber a medalha de ouro. Para ela, o retorno exigiu a retomada do preparo físico e do treinamento intensivo, além de uma mudança na forma de encarar a competição.

"Só de estar lá, pronta para a primeira luta, já foi uma vitória", afirmou a atleta. Ela contou que havia deixado de competir e também reduzido o foco nos torneios quando teve seus filhos. O último campeonato disputado por Jenifer havia sido em 2017, quando ficou com o posto de vice-campeã brasileira da categoria em que competiu.

Jiu-jítsu como instrumento de confiança

Depois de se afastar dos campeonatos, Jenifer se especializou no ensino de jiu-jítsu e defesa pessoal para mulheres. Atualmente, dá aulas para mais de 50 alunas em uma academia de luta na zona sul de Sorocaba. Também conduz uma turma infantil e participa de um projeto com aulas gratuitas e experimentais de defesa pessoal para mulheres em cidades da região.

A atleta afirma que o esporte ajuda as alunas a lidar com situações de desconforto, desenvolver concentração e buscar formas de proteção. Para ela, a prática também fortalece a autoconfiança e a autoestima.

"A nossa luta não é só no tatame", disse Jenifer, ao explicar que vê o título como uma oportunidade de representar o esporte para além de sua trajetória individual. A professora considera que o trabalho com mulheres e projetos sociais dá sentido à sua atuação no jiu-jítsu.

Trajetória como professora

A transição para o ensino ocorreu ao longo da carreira. Jenifer começou dando aulas para uma turma de crianças no Habiteto, em Sorocaba. Depois, foi para São Paulo trabalhar em uma academia e se graduar na faixa preta. Em 2020, mudou-se para o Peru, onde permaneceu por alguns meses como professora de jiu-jítsu, mas retornou por causa da pandemia.

A experiência acumulada como professora passou a fazer parte de sua relação com as competições. Ao voltar ao torneio sul-americano, Jenifer associou o resultado no tatame ao incentivo recebido das mulheres que participam de suas aulas e projetos.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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