São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00%
Notícia com critério
País

Jones Manoel propõe teto de juros e mandato participativo em Pernambuco

Candidato do PSOL afirma que pretende levar pautas nacionais à Câmara e critica o modelo econômico que, segundo ele, limita oportunidades para os jovens.

Jones Manoel propõe teto de juros e mandato participativo em Pernambuco
Foto: Rebecca Buzato/Divulgação

Jones Manoel, candidato do PSOL a deputado federal por Pernambuco, afirma que pretende exercer um mandato participativo, com decisões sobre planejamento e emendas tomadas em plenárias nos territórios do estado. Ao mesmo tempo, defende projetos de alcance nacional, como um limite para os juros e uma política federal de mobilidade estudantil.

O candidato propõe que as taxas de financiamento não ultrapassem 10% ao ano em nenhuma modalidade. Também defende recursos federais para o transporte de estudantes de universidades públicas entre municípios, com o objetivo de evitar que abandonem os cursos por falta de dinheiro para se deslocar.

Propostas para Pernambuco e para o país

Jones Manoel afirma que pretende atuar no agreste, no sertão e na zona da mata por meio de plenárias deliberativas. Entre as pautas estaduais, cita a reversão da privatização da Compesa, empresa de saneamento e distribuição de água. Para ele, a discussão tem dimensão nacional porque processos semelhantes ocorrem em outras partes do Brasil.

O candidato também relaciona as dificuldades de Pernambuco à concentração da industrialização e dos serviços complexos no Sudeste e no Sul. Na avaliação dele, a economia pernambucana é pouco diversificada e tem baixa aplicação de tecnologia.

Ele afirma que um programa estadual de recuperação de estradas, o PE na Estrada, gerou empregos com obras de construção civil, mas considera esse resultado temporário. Segundo Jones Manoel, Pernambuco ainda registra o segundo maior desemprego do Brasil.

Críticas ao modelo econômico

Ao comentar a situação dos jovens que vivem entre bicos, informalidade e falta de perspectivas, Jones Manoel atribui o problema ao modelo econômico brasileiro. Ele descreve uma estrutura baseada na agroexportação, no rentismo e no capital estrangeiro, com desindustrialização, dependência de tecnologia importada e pouca oferta de empregos complexos.

O candidato considera grave o número de jovens que não estudam nem trabalham, mas aponta o endividamento das famílias como uma questão ainda mais séria. Ele afirma que há 90 milhões de famílias endividadas e 9,1 milhões de empresas inadimplentes no Brasil. Na visão dele, sem alternativas, parte da juventude passa a associar sucesso e prosperidade à atividade de influencer, à produção de vídeos ou à abertura de contas em plataformas digitais.

Disputa eleitoral e presença digital

Jones Manoel havia defendido uma candidatura comunista revolucionária à Presidência, com programa antineoliberal e capacidade de dialogar com a juventude. Ele afirma que não encontrou espaço partidário para essa alternativa e que a candidatura à Câmara foi escolhida coletivamente como forma de acumular forças para o campo revolucionário.

O historiador também critica a estratégia digital de sua campanha. De acordo com ele, até 27 de agosto seus perfis na Meta estavam restritos e impedidos de fazer anúncios. A campanha recorreu à Justiça para retirar a limitação, mas ele diz que a entrega das publicações continua baixa.

Jones Manoel ganhou projeção com vídeos de análise política e debates com representantes da direita. Seu perfil no Instagram tem mais de 2 milhões de seguidores e recebeu mais de R$ 600 mil em doações de apoiadores. A uma semana da eleição, ele afirma que, caso seja eleito, será o primeiro deputado comunista de Pernambuco.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.