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Maria Elisa Costa deixa trajetória ligada ao patrimônio e ao urbanismo de Brasília

Arquiteta participou da implantação da capital, dirigiu o Iphan e organizou o acervo de Lucio Costa.

Maria Elisa Costa deixa trajetória ligada ao patrimônio e ao urbanismo de Brasília
Foto: Marcelo Sant'Anna/Ministério da Cultura

Maria Elisa Modesto Guimarães Costa morreu aos 91 anos, em 25 de agosto. Arquiteta e urbanista, ela atuou na implantação de Brasília, presidiu o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e trabalhou na preservação da obra de seu pai, Lucio Costa.

Depois de formada, Maria Elisa passou cinco anos na Novacap (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), envolvida na elaboração e na análise de projetos para a construção progressiva da nova cidade. Sua carreira também incluiu projetos arquitetônicos, legislação urbanística, administração pública e artes gráficas.

Entre os trabalhos assinados por ela estão planos de urbanização e intervenções na Universidade Regional do Cariri, no sistema viário do Centro Administrativo da Bahia e no Teatro Violeta Arraes, em Nova Olinda (CE). Ela comandou o Iphan em 2003 e 2004.

Defesa do Plano Piloto

A relação com Brasília começou ainda antes da inauguração da capital. Em 1957, quando era estudante de arquitetura, Maria Elisa acompanhou Lucio Costa ao Ministério da Educação para protocolar a proposta apresentada ao concurso da futura cidade. O projeto estava em um rascunho feito à mão e havia sido mostrado a ela pelo pai.

Maria Elisa se tornou uma das defensoras do conceito urbanístico concebido por Lucio Costa. Em 2017, criticou a instalação de grades e a restrição de acesso em parte do Eixo Monumental, classificando as medidas como “ridícula” e “deformação paisagística”. Em 2021, também se opôs à possibilidade de venda do Palácio Capanema, no Rio de Janeiro, cujo projeto contou com a participação de seu pai.

Como responsável pela preservação da memória do urbanista, ela ajudou a organizar o acervo de Lucio Costa, dirigiu a associação Casa de Lucio Costa e trabalhou por cerca de dez anos na autobiografia dele.

Maria Elisa nasceu e viveu a maior parte da vida no Rio de Janeiro. Durante a ditadura militar, passou um período de exílio em Paris, nos anos 1960, após a cassação dos direitos políticos de seu marido, Eduardo Sobral.

Sua filha, Julieta Costa Sobral, afirmou que a arquiteta dedicou parte da vida à defesa do Plano Piloto. Maria Elisa deixou também as netas Clara, Julia e Sofia e os bisnetos Benjamin e Zoe. O Ministério da Cultura registrou que sua contribuição “permanece inscrita na história de Brasília”. O Governo do Distrito Federal decretou três dias de luto oficial.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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