RIO BRANCO — A chuva que atingiu a capital do Acre na noite da última sexta-feira (25) provocou alagamentos, quedas de árvores, desmoronamentos e interrupções no fornecimento de energia. A Defesa Civil Municipal registrou 25 ocorrências, com situações mais graves em 14 bairros.
No bairro Caladinho, uma moradora mostrou a própria casa inundada. No Lago do Amor, barracas da Feira da Economia Solidária foram derrubadas pelo vento, e produtos e objetos ficaram molhados. Ruas de diferentes regiões também ficaram alagadas, dificultando o trânsito.
A Universidade Federal do Acre (Ufac) e os bairros Tucumã, Rui Lino e Mocinha Magalhães tiveram queda de energia. A Energisa informou que mantém equipes mobilizadas para atender chamados durante o período de chuva e orientou os moradores a permanecerem em local seguro, retirar aparelhos eletrônicos das tomadas e não se aproximar de cabos rompidos.
Famílias fora de casa
Três famílias dos bairros da Paz, Esperança e Tancredo Neves deixaram os imóveis e estão hospedadas na casa de parentes. Conforme a Defesa Civil Municipal, cerca de 10 a 11 pessoas estão nessa condição.
Entre os registros feitos pelo órgão estão quedas de árvores sobre residências e em vias públicas, alagamentos, desmoronamentos, risco de desabamento e queda de torre. O coordenador da Defesa Civil, Falcão, afirmou que a concentração da chuva em menos de duas horas contribuiu para os alagamentos.
“uma quantidade muito elevada de chuva e de pluviometria para pouco tempo”, disse Falcão ao explicar o impacto do volume acumulado.
Foram quase 80 milímetros em menos de duas horas, o equivalente a cerca de 88% da média prevista para todo o mês de setembro, estimada em aproximadamente 92,6 milímetros. Segundo Falcão, o volume e a intensidade registrados no mês estão fora do padrão esperado, o que dificulta a previsão e a preparação das equipes.
Nível do rio e orientações
O Rio Acre estava em 2,17 metros às 5h17 de sábado (26) e chegou a 1,75 metro às 5h16 deste domingo (27), uma redução de 42 centímetros em cerca de 24 horas. O boletim de domingo não apontou chuva nas 24 horas anteriores; no sábado, o acumulado informado foi de 70,6 milímetros.
A previsão indica continuidade das chuvas. A Defesa Civil recomenda atenção redobrada em áreas sujeitas a alagamentos, desabamentos e quedas de árvores. O órgão pode ser acionado pelo 199, e o Corpo de Bombeiros, pelo 193.
O sistema de alertas reúne as defesas civis municipal, estadual e federal. Para o temporal de sexta-feira, o município recebeu um aviso do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), encaminhado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), mas o alerta chegou quando a chuva já havia começado. “2026 tem sido totalmente atípico”, afirmou Falcão.
Chamados à Energisa podem ser registrados pelo aplicativo Energisa On, pelo WhatsApp Gisa, no número (68) 99233-0341, ou pelo telefone 0800 647 7196.


