Uma operação de limpeza começou na terça-feira (15) às margens do Igarapé Batista, no Bairro da Paz, em Rio Branco. A iniciativa integra o Programa Cuidar Rio Branco, lançado pela Prefeitura de Rio Branco para reduzir os riscos associados ao descarte irregular de lixo nos igarapés durante o período chuvoso.
A previsão é retirar cerca de 30 toneladas de resíduos por dia. O trabalho deve alcançar oito quilômetros e avançar pelos igarapés até o Rio Acre. Entre os materiais encontrados em ações anteriores estão móveis, pneus e a carcaça de um veículo deixada dentro de um igarapé.
Áreas monitoradas
Um levantamento da Defesa Civil Municipal identificou os pontos considerados mais críticos na capital. Ao todo, oito mananciais serão acompanhados: São Francisco, na parte alta; Igarapé Judia, no Segundo Distrito; os igarapés Almoço, Batista, Dias Martins, Liberdade e Sobral; e o Rio Acre, na região das Estações de Tratamento de Água (ETAs).
Segundo a administração municipal, os igarapés São Francisco e Batista concentram mais de 5 mil pessoas potencialmente expostas a riscos. No São Francisco, são 695 imóveis e 2.780 pessoas em áreas de risco. No Batista, que passa pelo Bairro da Paz, Parque das Palmeiras e Conjunto dos Engenheiros, são 613 imóveis e 2.452 pessoas em áreas de risco.
O programa também prevê atividades em escolas para reduzir o descarte irregular de lixo. A primeira está marcada para quarta-feira (16), das 8h às 14h, na Escola Francisca Aragão Silva, no Bairro Geraldo Fleming.
Histórico de enchentes
O transbordamento do Igarapé Batista atingiu cerca de mil famílias em 17 bairros de Rio Branco. Na ocasião, em fevereiro do ano passado, a Defesa Civil retirou moradores de barco e os levou para abrigos.
Em janeiro, a cheia do Rio Acre afetou mais de 2 mil pessoas e 27 bairros. A previsão para aquele mês era de 287,5 milímetros de chuva, mas os primeiros 15 dias registraram 372,2 milímetros, volume cerca de 129,5% acima do esperado.
Em agosto deste ano, o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) identificou 87 áreas de risco geológico e hidrológico em Rio Branco, onde vivem aproximadamente 44 mil pessoas.


