SÃO PAULO — A enchente que atingiu Eldorado, no interior de São Paulo, deixou 60 famílias desabrigadas até as 10h30, segundo a Defesa Civil estadual. A Prefeitura disponibilizou 11 abrigos, entre eles a Escola Estadual Dr. Jayme de Almeida Prado, onde ao menos 25 famílias estavam alojadas.
Telma Grandchamp, 50, deixou o Jardim Lorena levando apenas os documentos e a roupa do corpo. Ela está na escola desde sábado com a mãe, Isabel, de 78 anos, e os dois filhos adolescentes. A família depende do Bolsa Família e mora de aluguel. Nesta segunda-feira (15), Telma usava uma roupa doada.
A moradora disse que o filho foi até a casa e constatou a perda dos bens. Ela aguarda a liberação da Defesa Civil para retornar ao imóvel, mas não sabe quando isso será possível.
Em outra sala, Aparecida da Guia Antunes, 56, está com os netos de 6, 10 e 15 anos. A casa onde vivem, também no Jardim Lorena, foi inundada. Os móveis e eletrodomésticos foram retirados com ajuda de uma empresa de Registro, que enviou caminhões do tipo caçamba, e de um vizinho montador de móveis. Um armário do salão de beleza mantido pela família também foi preservado.
As irmãs Carla, 35, Carina, 33, e Carolina, 31, das Dores Cravo, tiveram as três casas alagadas no Porto da Balsa. Carina encontrou lama no imóvel. Na escola, elas dividem o espaço com três crianças, os cachorros Neguinha e Barão e dois gatos.
O prefeito Noel Castelo da Costa (Solidariedade) afirmou que o total de atingidos deve ser conhecido em dois ou três dias. Nesta terça-feira (15), ainda havia regiões isoladas.
No Vale do Ribeira, havia 130 famílias desabrigadas e 20 desalojadas. Em Sete Barras, cerca de 450 imóveis foram afetados e 25 pessoas ficaram desalojadas. Em Registro, eram cerca de 150 pessoas desabrigadas e 11 desalojadas.


