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Política

Avaliação de Lula oscila pouco na campanha, em contraste com reeleições anteriores

Índice de ótimo ou bom passou de 33% para 34%, enquanto outros presidentes tiveram altas mais expressivas antes do 1º turno.

Avaliação de Lula oscila pouco na campanha, em contraste com reeleições anteriores
Foto: Arte/g1

Pesquisas divulgadas desde o início da campanha eleitoral, em 16 de agosto, mostram pouca mudança na avaliação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. O índice de ótimo ou bom estava em 33% no começo da disputa, oscilou para 31% e 32% nas primeiras semanas de setembro e chegou a 34%.

A trajetória contrasta com a de Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff em eleições anteriores. Os três registraram aumento da avaliação positiva durante as campanhas em que tentaram um novo mandato. Jair Bolsonaro teve uma variação pequena até o 1º turno de 2022, mas avançou no intervalo até o 2º turno.

Nesta sexta-feira (25), nove dias antes do 1º turno, Lula assinou medida provisória que proíbe bets e jogos online como o Tigrinho. Em 18, havia anunciado reajuste do Bolsa Família. Flávio Bolsonaro (PL) criticou a proibição das apostas esportivas e a classificou como estelionato eleitoral.

Comparação entre as eleições

A série histórica do Datafolha, iniciada em 1987, foi usada para comparar os quatro presidentes que disputaram a reeleição. Em 1998, a avaliação positiva de FHC subiu de 38% para 43% entre o início da campanha e a votação do 1º turno. No mesmo período, a avaliação negativa caiu de 19% para 17%.

Em 2006, a avaliação positiva de Lula passou de 38% para 47% até o 1º turno e alcançou 53% antes do segundo. A negativa recuou de 21% para 15%. Em 2014, Dilma Rousseff saiu de 32% para 39% na avaliação positiva até o 1º turno e chegou a 42% antes do segundo. A avaliação negativa caiu de 29% para 20%.

Bolsonaro começou a campanha de 2022 com 30% de avaliação positiva e chegou a 31% no 1º turno. Antes do segundo, atingiu 38%. A avaliação negativa foi de 43% para 44% na primeira parte da eleição e depois recuou para 39%. Ele foi o único a chegar ao 1º turno com avaliação negativa maior que a positiva e também o único que não se reelegeu.

Os períodos não têm a mesma duração. Até 2014, as campanhas começavam em julho e eram mais longas. A partir de 2016, a legislação reduziu o período de 90 para 45 dias.

O efeito da campanha

Para Felipe Nunes, cientista político e diretor da Quaest, a dificuldade de Lula em melhorar sua avaliação é o principal ponto frágil da campanha. Ele afirma que a disputa eleitoral amplia as oportunidades de o presidente apresentar realizações, defender o governo e compará-lo com a alternativa, mas também aumenta a exposição de problemas e a cobrança.

“Lula precisa convencer eleitores que já conhecem seu governo, mas ainda não sentem que sua vida melhorou o suficiente”, disse Nunes.

Antônio Lavareda afirma que a campanha permite aos candidatos à reeleição apresentar as ações realizadas durante o mandato. Segundo ele, à medida que a votação se aproxima, a avaliação do governo e a intenção de voto tendem a se aproximar. Um eleitor que decide votar no presidente pode também passar a avaliar melhor sua administração.

Na campanha de 1998, FHC enfatizou resultados econômicos, reformas, obras de infraestrutura e atração de investimentos. Em 2006, Lula destacou o Bolsa Família, a inflação, o fim dos apagões, a valorização do salário-mínimo, a redução da pobreza e a distribuição de renda.

Em 2014, Dilma Rousseff apresentou ações dos 12 anos de administrações do PT, incluindo a redução da pobreza, a chamada nova classe média, o Pronatec, medidas para microempreendedores e o Marco Civil da Internet. Em 2022, Bolsonaro destacou a atuação durante a pandemia, a recuperação da economia e a redução dos preços dos combustíveis.

Naquele período eleitoral, o Auxílio Brasil foi elevado de R$ 400 para R$ 600. O auxílio-gás recebeu ampliação, e foram instituídos benefícios destinados a caminhoneiros autônomos e taxistas. Também houve mudanças tributárias e reduções de preços promovidas pela Petrobras.

Nunes afirma que a avaliação de Lula ainda pode melhorar no segundo turno, mas ressalta que a experiência de Bolsonaro mostra que uma recuperação nas pesquisas não garante vitória. O eleitor pode escolher o presidente por comparação com o adversário sem necessariamente avaliar bem o governo.

Caso Master

Para Lavareda, o caso Master desvia a atenção e contribui para diferenciar a eleição atual das anteriores. Ele afirma que o escândalo passou a ocupar o quadro de referência do eleitor e ajuda a explicar por que a avaliação do governo Lula não reagiu até o momento.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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